- A Bienal de Veneza de 2026 terá a mostra principal intitulada In Minor Keys, com 100 pavilhões oficiais e 31 eventos colaterais, reunindo apresentações de países e territórios ao redor do mundo.
- O clima de incerteza geopolítica voltou a impactar práticas e participações, com a Austrália cancelando e depois reintegrando seu artista, além de Israel e Rússia causando controvérsia por questões de sanções e relações diplomáticas.
- A decisão de terminar com os Leões de Ouro ficou em torno de uma votação da equipe de júri, que renunciou em massa em 30 de abril; não haverá Leões de Ouro este ano, apenas Leões dos Visitantes, decididos pelo público.
- A curadora da mostra principal, Koyo Kouoh, faleceu em 10 de maio de 2025, mas a curadoria seguirá em frente com a aprovação da família e o suporte de cinco assessores curators.
- O comitê afirmou que não excluirá países com relações diplomáticas com a Itália, mantendo a lista de pavilões oficiais e colaterais de várias nações, com a participação de inúmeros artistas.
A Venice Biennale de 2026 apresenta a exposição principal, In Minor Keys, acompanhada de pavilhões nacionais e eventos colaterais. A edição enfrenta tensões políticas e controversies com a participação de vários países, incluindo Rússia e Israel.
Os pavilhões nacionais curados por cada país continuarão a moldar o panorama artístico mundial, com seleções que dialogam com o tema principal. Entre mudanças, Australia cancelou e reintegrou seu artista, enquanto Israel e Rússia mantêm participação sob críticas e sanções.
Em meio a disputas, a juria da Lions de Ouro para Melhor Participação Nacional renunciou, e a Biennale anunciou que não haverá Lions neste ano, substituídos pelos Visitors’ Lions, decididos pelo voto do público. A decisão ocorreu dias antes das previews.
Koyo Kouoh, escolhida para orientar a exposição principal, faleceu em 2025, semanas antes do anúncio do tema. A Biennale informou que seguirá a visão de Kouoh com apoio da família e de cinco assessores curadoria para realizar o projeto.
A seguir, um panorama resumido das nações participantes e de seus enfoques, com destaques de mudanças e propostas relevantes para o conjunto do evento.
Albania: Genti Korini expõe obras que dialogam com história da região, com curadoria de Małgorzata Ludwisiak. Local: Arsenale.
Argentina: Matías Duville apresenta Monitora Yin Yang, piso de carvão e sal. Curadoria de Josefina Barcia. Local: Arsenale.
Armenia: Zadik Zadikian em foco, curadoria de Tony Shafrazi e Tina Shakarian. Local: Fondamenta Case Nuove 2738/C.
Austrália: o projeto de Khaled Sabsabi passou por cancelamento e reintegração, gerando amplo debate. Local: Giardini.
Áustria: Florentina Holzinger leva Seaworld Venice, curadoria de Nora-Swantje Almes. Local: Giardini.
Azerbaijão: Faig Ahmed apresenta The Attention, com instalação pela primeira vez em Veneza. Local: Campo della Tana.
Bahamas: tributo a John Beadle e solo de Lavar Munroe, curadoria de Krista Thompson. Local: San Trovaso Art Space.
Belarus: Belarus Free Theatre apresenta Official. Unofficial. Belarus, em evento colateral. Local: Chiesa di San Giovanni Evangelista.
Bélgica: Miet Warlop representa o país com IT NEVER SSST. Local: Giardini.
Bosnia e Herzegovina: Mladen Bundalo, Domus Diasporica, foco em casa e diáspora. Local: Palazzo Malipiero.
Brasil: Rosana Paulino e Adriana Varejão apresentam Comigo ninguém pode, curadoria de Diane Lima. Local: Giardini.
Bulgária: The Federation of Minor Practices, com quatro artistas, curadoria de Martina Yordanova. Local: Sala Tiziano.
Catalunha (Espanha): Paper Tears, de Claudia Pagès Rabal, em evento no Docks Cantieri Cucchini. Local: Docks Cantieri Cucchini.
Camarões: NZENDA: The Path Home, com Nova Iorque-based curadoria de Zora Snake e outros. Local: Palazzo Canal.
Camboja e Canadá, Chile, China: pavilhões com equipes distintas e propostas diversas, mantendo foco em memória, futuro e diálogo transnacional.
China: Dream Stream, com dezenas de participantes sob curadoria de Yu Xuhong. Local: Arsenale.
Croácia: Dubravka Lošić, Compelled by Fright and Beauty. Local: Palazzo Zorzi.
Cuba: Juan Roberto Diago Durruthy apresenta Hombres Libres, curadoria de Nelson Ramirez de Arellano. Local: Il Giardino Bianco.
Chipre: Marina Xenofontos, It rests to the bones, organização por Kyle Dancewicz. Local: Castello.
República Tcheca e Eslováquia: The Silence of Mr. Mole, duo Jakub Jansa e Selmeci Kocka Jusko. Local: Giardini.
Conclui-se com apoio institucional e colaterais para nações sem relações diplomáticas diretas, além de eventos de países como Palestina e Taiwan, com apresentações não oficiais e colaterais que acompanham a programação principal.
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