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Guiana Francesa mira eliminar dependência de fósseis nas próximas décadas

França define rota para eliminar fósseis até 2050; Guiana Francesa integra a transição, com carvão até 2030 e petróleo até 2045, durante conferência na Colômbia

Manifestação em meio à Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, na Colômbia.
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  • França apresentou o mapa do caminho para eliminar combustíveis fósseis: carvão até 2030, petróleo até 2045 e gás até 2050, com aplicação prevista para a Guiana Francesa e demais territórios ultramarinos.
  • Embaixador Benoit Faraco destacou que a Guiana Francesa deve ter matriz elétrica sem fósseis até 2030, com investimentos em hidrogênio e biomassa líquida; comparação com a experiência da La Réunion.
  • O plano prevê fechar as duas últimas usinas a carvão em 2027 e promover eletrificação do transporte, expansão de pontos de recarga e medidas para reduzir o gás fóssil, incluindo aquecimento por bombas de calor e melhora da eficiência energética.
  • A apresentação ocorreu durante a Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, Colômbia, com participação de representantes do Brasil e da França; potências como EUA, Rússia e China não estiveram presentes em alto escalão.
  • Entre as metas setoriais, a França prioriza 66% de carros novos elétricos até 2030, aumento de 25% no uso do transporte público e descarbonização da indústria, com debates sobre impactos na região amazônica e comparação com o Plano Nacional de Transição Energética do Brasil.

O governo francês apresentou um mapa de transição energética que prevê zerar o carvão até 2030, o petróleo até 2045 e o gás fóssil até 2050 para uso energético. O documento também determina que a Guiana Francesa e outros territórios ultramarinos sigam o mesmo cronograma.

O anúncio ocorreu durante a Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, na Colômbia. Benoit Faraco, embaixador da França em questões climáticas, afirmou que o território francês deve atingir matriz elétrica livre de combustíveis fósseis até 2030.

Contexto: planos e impactos

Faraco lembrou que o diálogo com a Guiana Francesa sobre evitar a exploração de petróleo vem de uma década. O embaixador destacou a ampliação de investimentos em hidrogênio e biomassa líquida como alternativas viáveis para a região, que hoje depende de gás fóssil.

Segundo ele, o carvão e o petróleo respondiam por 62% da matriz energética há seis anos; hoje 97% da energia da Guiana Francesa vem de fontes renováveis. O objetivo é manter essa tendência com apoio de tecnologia e financiamentos.

Caminhos para redução setorial

Entre as medidas, estão o fechamento das duas últimas usinas a carvão no território até 2027, a eletrificação do transporte, ampliação de estações de recarga e a descarbonização da indústria pela atuação em grandes complexos industriais locais. Também faz parte o uso de bombas de calor e melhoria da eficiência energética em edifícios.

Participação internacional e Brasil

O evento reuniu representantes de 56 países, com foco na redução da dependência de combustíveis fósseis. A Colômbia ressaltou a importância de ações rápidas e realizou balanços de avanços em matrizes renováveis. O Brasil compareceu de forma discreta, com representantes do Ministério do Meio Ambiente.

As falas destacaram o papel de atores internacionais na coordenação de metas e na mobilização de recursos para a transição. A coalizão formada na COP30 busca acelerar a adoção de planos nacionais de transição energética entre as nações participantes.

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