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Irã ameaça bases dos EUA caso Trump retome ofensiva

Irã ameaça ataques longos e dolorosos a bases dos Estados Unidos caso Trump retome ofensivas, elevando tensões e pressionando o preço do petróleo

O aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que Irã pretende manter o controle do estreito de Ormuz | Reprodução/X @IrnaEnglish
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  • O Irã ameaçou responder com ataques “longos e dolorosos” caso os Estados Unidos retomem ofensivas, mantendo o controle do estreito de Ormuz.
  • A sinalização ocorre enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia novas opções militares contra Teerã.
  • A tensão acontece dois meses após o início da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã; o Irã reagiu com ataques a Israel e bases dos EUA na região.
  • O estreito de Ormuz, sob controle iraniano, segue bloqueado em retaliação ao bloqueio das exportações de petróleo iraniano, afetando cerca de vinte por cento do petróleo e gás natural liquefeito mundial.
  • O petróleo reagiu, com o barril Brent acima de US$ cento e vinte e seis na quinta-feira, recuando para perto de US$ cento e dez na sexta; a situação mantém pressão sobre os preços.

O Irã avisou que responderia com ataques “longos e dolorosos” caso Washington retome ofensivas contra Teerã. A ameaça foi proferida na quinta-feira, 30 de abril de 2026, em meio a negociações sobre novas ações militares por parte dos EUA.

A declaração foi feita em um momento de escalada regional, dois meses após o início do confronto que envolve EUA, Israel e Irã. O aumento dos ataques começou com ações norte-americanas e israelenses contra o território iraniano, seguidas por retalições de Teerã contra Israel e bases dos EUA no Golfo.

A tensão ocorre em meio à disputa pelo estreito de Ormuz, estrada estratégica que transporta parte expressiva do petróleo mundial. Teerã afirmou que manterá o controle da passagem, rejeitando a participação de forças estrangeiras na região.

Ormuz e impacto econômico

O estreito continua sob pressão por parte do Irã, em resposta ao bloqueio das exportações de petróleo iraniano pelos EUA. O canal concentra cerca de 20% do petróleo e do gás natural líquidos transportados globalmente.

O Brent, referência de petróleo, voltou a oscilar após a ameaça, chegando a superar 126 dólares o barril antes de recuar. No começo de maio, a cotação girava em torno de 110 dólares, ainda com forte volatilidade.

Analistas apontam que a navegação pelo estreito deve permanecer limitada enquanto não houver normalização, mantendo a pressão sobre os preços da energia global. As autoridades estudam ações para facilitar a passagem, mas ainda sem acordo.

Cenário político e legal

Apesar de uma trégua vigente desde 8 de abril, o conflito permanece em estágio de tensão. Um porta-voz do governo dos EUA informou que a contagem de tempo da Lei de Poderes de Guerra, de 1973, pode ser encerrada no início de maio sem nova autorização parlamentar.

Democratas questionam a interpretação de que a trégua interrompeu a contagem, enquanto republicanos controlam o Congresso e resistem a avanços sem aprovação legislativa. O cenário legal complica qualquer decisão sobre novas ações militares.

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