- Jurado condenou o ex-deputado federal da Flórida, David Rivera, por conspiração, não registro como agente estrangeiro e outros crimes relacionados a lobby junto a autoridades americanas em favor do governo venezuelano.
- A acusação aponta que a PDVSA, estatal de petróleo da Venezuela, contratou a firma de Rivera por 50 milhões de dólares para atuar junto ao Congresso.
- O julgamento de seis semanas teve depoimentos do secretário de Estado Marco Rubio e do deputado Pete Sessions, que disseram não ter ideia do lobby.
- Defensores sustentaram que o lobbying era para uma subsidiária dos Estados Unidos da PDVSA, não para o governo venezuelano; Rivera também afirmou buscar a queda de Nicolás Maduro.
- Rivera foi detido após o veredito por risco de fuga; a associada Esther Nuhfer também foi condenada.
David Rivera, ex-deputado da Flórida, foi considerado culpado por conspirar, não se registrar como agente estrangeiro e outros crimes ligados a atividades de lobby junto a autoridades dos EUA em favor do governo venezuelano. O veredicto foi em um júri na sexta-feira.
Segundo os investigadores, a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) contratou a empresa de consultoria de Rivera por cerca de 50 milhões de dólares para influenciar membros do Congresso e melhorar as relações com a Venezuela.
O julgamento durou seis semanas e contou com testemunhos de Marco Rubio, secretário de Estado, e do deputado Pete Sessions, que disseram não ter conhecimento das estratégias de lobby de Rivera. Os advogados de defesa afirmaram que o trabalho era para uma subsidiária norte-americana da PDVSA, não para o governo venezuelano.
Rivera, que atuou na Câmara entre 2011 e 2013, teve a detenção decretada após parecer de risco de fuga dos promotores. A emissora afirmou que o réu não demonstrou emoção ao ler o veredito. Também foi condenado o assessor político Esther Nuhfer, associada de Rivera.
Os promotores federais no Florida alegaram que Rivera e Nuhfer conduziam uma campanha secreta de influência política. O contrato de 50 milhões de dólares previa três meses de atuação para uma subsidiária dos EUA da PDVSA, também conhecida como Citgo. Durante as argumentações finais, o promotor Roger Cruz disse que o dinheiro era o principal objetivo.
A acusação sustenta que, em 2017 e 2018, a pedido do governo de Nicolás Maduro, Rivera e Nuhfer tentaram lobbyar Rubio — então senador — e Kellyanne Conway, ex-assessora da Casa Branca. O período coincidiu com relações tensas entre os dois países, sob sanções impostas durante a primeira gestão de Donald Trump.
Os defensores de Rivera e Nuhfer argumentaram que não havia necessidade de registro como agente estrangeiro, pois o contrato era com uma subsidiária de uma empresa venezuelana instalada nos EUA. Um advogado de Rivera informou que o foco era tentar remover Maduro do poder, não normalizar as relações.
Em janeiro, Trump lançou uma ofensiva militar na Venezuela, resultando na captura de Maduro, que aguarda julgamento em Nova York. Rubio, que não foi acusado, confirmou que era próximo de Rivera, mas não tinha ciência de atuação como lobista.
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