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Paquistão atua como canal oculto enquanto EUA e Irã se aproximam de acordo

Paquistão atua como canal secundário entre EUA e Irã, mantendo o cessar-fogo e buscando progresso diplomático sem encontro direto

Army personnel keeping watch in the red zone area of Islamabad last weekend as US envoys headed to the Pakistani capital amid a failed bid to kickstart a new round of direct peace talks
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  • Paquistão atua como mediador de bastidores entre EUA e Irã para manter as negociações vivas e avançar rumo a um acordo de paz, após a interrupção de encontros diretos.
  • Islamabad vê a continuidade do cessar-fogo, já em vigor há mais de três semanas, como conquista importante e passou a organizar propostas entre as partes.
  • EUA e Irã mantêm posição mais firme; o Paquistão já pediu a oferta revisada de Irã para repassar aos dois lados, tentando estimular conversas sem reunião presencial.
  • Há debate sobre liberação mútua do bloqueio do estreito de Hormuz e sobre como tratar o programa nuclear do Irã, com propostas variando entre moratória de enriquecimento e encaminhamentos alternativos.
  • Especialistas indicam que o Paquistão busca manter pressão diplomática rápida enquanto as partes avaliam ganhos e riscos de um acordo, com Estados Unidos procurando vitória mais rápida e Irã buscando ganhos duradouros.

O Paquistão atua como canal de passagem entre Irã e Estados Unidos, buscando manter as conversas vivas por vias indiretas. Islamabad diz ter adotado papel de menor perfil, mas urgente, para avançar rumo a um acordo de paz.

Fontes oficiais paquistanesas afirmam que a prioridade é a paz regional e a estabilidade econômica global, especialmente diante do aumento do custo com importação de energia no país. A trégua entre Irã e EUA já dura mais de três semanas.

A imprensa local aponta que Islamabad virou ponte para propostas entre Washington e Teerã, já que as negociações diretas estagnaram. O premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, disse ter sido prometida uma oferta revisada para repassar.

Pelo lado iraniano, as negociações chegaram a um fechamento de acordo durante uma sessão noturna em Islamabad, em abril, a maior desde a revolução de 1979. Os États Unidos afirmam que o Irã não estaria disposto a avançar o bastante.

Uma tentativa de realizar um segundo encontro em Islamabad no fim de semana passado não ocorreu, pois o Irã não aceitou a reunião com a delegação americana. Autoridades americanas sinalizam a possibilidade de retorno ao conflito, caso não haja progresso.

Masud Khan, ex-embaixador paquistanês, afirma que o Paquistão não atua apenas como transmissor de mensagens. Segundo ele, a intervenção levou a um cessar-fogo inicial de duas semanas e à reunião entre EUA, Irã e representantes paquistaneses como mediadores.

Papel de mediação do Paquistão

Khan aponta que o próximo passo seria promover o levantamento simultâneo de bloqueios no estreito de Hormuz, cenário que permanece sem acordo. O presidente dos EUA afirmou recentemente que o bloqueio é uma ferramenta eficaz, enquanto o líder iraniano sugeriu que há um “novo capítulo” para o estreito.

Tanto Teerã quanto Washington mantêm posições firmes. Países vizinhos e aliados, como Arábia Saudita, Catar e Turquia, têm sido envolvidos pelo Paquistão para fortalecer a legislação diplomática. O chanceler paquistanês também conversou com a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido.

A última proposta iraniana encaminhada por meio do Paquistão abriu a possibilidade de reabrir o estreito, mas deixou em aberto a questão do programa nuclear. Washington exige compromissos explícitos sobre não fabricar armas nucleares.

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