- Passo Pehuenche fica a 2.553 metros de altitude e conecta Chile e Argentina pela Cordilheira dos Andes, com asfalto moderno e sinuoso.
- A pavimentação completa levou décadas, usando explosões controladas para ampliar a antiga estrada de terra e permitir o tráfego de caminhões pesados do Mercosul.
- Desafios logísticos incluem abastecimento de energia e aquecimento para o complexo fronteiriço; nevascas de inverno podem fechar a via, exigindo maquinário para limpeza.
- Em comparação com a passagem Los Libertadores, Pehuenche tem altitude menor, tráfego mais tranquilo e fechamentos por neve menos frequentes.
- A rota é estratégica para o comércio do Mercosul: quando Los Libertadores fecha, Pehuenche facilita a saída de produtos argentinos para os portos chilenos, além de incentivar o turismo binacional no verão; é obrigatório o porte de correntes para pneus no outono e na primavera.
A passagem de Pehuenche fica a 2.553 metros de altitude, ligando Chile e Argentina pela Cordilheira dos Andes. O traçado asfaltado serpenteia entre picos e vales, oferecendo uma travessia segura, com cenário geológico marcante e maior fluidez para o fluxo de caminhões do Mercosul.
A pavimentação foi fruto de décadas de trabalho, com explosões controladas para ampliar a antiga rota de terra sem comprometer encostas instáveis. O desenho atual facilita o trânsito pesado e a integração entre os dois países, especialmente em trechos de subida e aclive acentuado.
Desafios logísticos e operação fronteiriça
Manter o complexo em pleno funcionamento a 2.500 metros exige abastecimento contínuo de energia e aquecimento para os agentes. No inverno, nevascas podem fechar a pista, exigindo máquinas para remoção de neve.
A direção de Vialidad do Chile monitora drenagens, muros de contenção e as condições do pavimento, que resistem aos ciclos de congelamento severos típicos da altitude andina.
Comparação com Los Libertadores
O Paso Pehuenche (Rota Sul) se destaca pela altitude mais baixa e tráfego mais suave, em contraste com o Paso Los Libertadores (Rota Central), que tem túnel a 3.175 m e tráfego mais intenso.
- Altitude Máxima: Pehuenche 2.553 m; Los Libertadores 3.200 m.
- Volume de tráfego: Pehuenche baixo a moderado; Los Libertadores alto.
- Fechamento por neve: Pehuenche frequente, mas com desobstrução rápida; Los Libertadores também fecha com neve, porém há maior complexidade de remoção.
Paisagem e atrativos do trajeto
O trecho chileno, partindo de Talca, contorna o Lago Colbún e passa pelo cânion do Maule. Ao chegar perto de Mendoza, a vegetação desaparece, revelando rochas de origem vulcânica em tons pretos e avermelhados.
Elementos geográficos de integração do Mercosul ajudam a entender a relevância da via: limite entre Maule e Mendoza, vias asfaltadas em ambos os lados e pontos turísticos como cachoeiras e a Laguna del Maule.
Importância para o comércio e turismo
A rota funciona como válvula de escape para o comércio regional. Quando Los Libertadores é fechado, Pehuenche permite o escoamento de soja, vinho e outros produtos argentinos para portos chilenos do Pacífico.
A infraestrutura facilita também o turismo binacional, com cruzamentos de verão entre argentinos e chilenos em viagens curtas e seguras pela cordilheira.
Preparação de motoristas para a travessia
Apesar do asfalto moderno, é essencial que veículos estejam com freios e sistema de arrefecimento em dia. Correntes para pneus são obrigatórias no outono e na primavera, mesmo sem neve evidente.
O Paso Pehuenche demonstra, em termos práticos, como a engenharia viária abriu uma rota viável através de uma das maiores cadeias de montanhas do mundo, mantendo o equilíbrio entre trânsito, frio extremo e preservação ambiental.
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