- Trump afirmou, em Truth Social, que estuda reduzir tropas americanas na Alemanha, com decisão a ser tomada em breve.
- Nesta quinta-feira, ele estendeu a ameaça a Itália e Espanha, dizendo que “não têm colaborado muito” e que provavelmente haverá cortes.
- As ameaças ocorrem em meio a divergências entre EUA e Europa sobre a abordagem da guerra no Irã.
- Dados oficiais apontam 36.436 militares americanos da ativa na Alemanha; na Itália são mais de 12.600 e na Espanha, mais de 3.800.
- O chanceler alemão Friedrich Merz criticou publicamente a posição de Trump, enquanto Berlim mantém participação limitada em operações relacionadas ao Estreito de Ormuz; Trump ressaltou a importância da aliança transatlântica.
Trump ameaça retirar tropas de países aliados por divergências sobre o Irã. O presidente dos EUA informou, ao longo da semana, que pode reduzir soldados na Alemanha, Itália e Espanha em meio a desentendimentos sobre a guerra no Irã. A postura ocorre em meio a disputas entre Washington e seus parceiros europeus.
Ao longo de quarta e quinta-feira, Trump indicou que analisa reduzir tropas na Alemanha e ampliou a advertência para Itália e Espanha, citando falta de cooperação. Em suas palavras, as nações não têm colaborado como esperado, o que alimenta o risco de cortes no contingente americano.
A tensão surge no contexto de divergências entre EUA e Europa sobre a condução da guerra no Irã. Washington tem pressionado aliados a manter ou ampliar participação, enquanto partes da Europa defendem caminhos diplomáticos e menor envolvimento militar direto.
Na Alemanha, há 36.436 militares dos EUA atuando, segundo dados de dezembro de 2025 do Centro de Dados de Recursos Humanos da Defesa dos EUA. Itália tinha mais de 12.600 militares ativos e a Espanha, cerca de 3.800, na mesma época.
Relevância estratégica e reação europeia
A crise envolve não apenas números, mas a percepção de alinhamento estratégico com a Otan. Pares europeus recusaram entrar diretamente no conflito, defendendo soluções diplomáticas e maior autonomia de decisão. Ainda assim, a Alemanha tem oferecido apoio logístico limitado às operações americanas.
Chanceler alemão Friedrich Merz criticou a gestão da guerra na semana passada, afirmando que os EUA entraram no conflito sem objetivos claros, o que provocou reação de Washington. Merz later iria buscar tono mais conciliatório, destacando a importância da aliança transatlântica.
Posições de Berlim e coordenação aliada
Merkz manteve o foco na cooperação com os EUA e, ao longo dos dias, enfatizou a necessidade de manter a aliança sem rupturas. Em momentos anteriores, o chanceler já havia ressaltado a importância de uma estratégia definida para concluir a crise.
O governo italiano comentou, por meio de Guido Crosetto, que não entende os motivos de Trump e destacou que a Itália não participa de ações no Estreito de Ormuz, oferecendo, quando possível, apoio para proteger a navegação sem promover ações militares ofensivas. Crosetto ressaltou que a Itália valoriza missões de proteção quando cabíveis.
Turkey? (Observação: manter neutralidade; evitar inserir itens não confirmados.)
Desdobramentos atualizados
A tensão diplomática também envolve declarações de Trump sobre a Otan, com referências a reavaliação da participação dos EUA na aliança. A queda de confiança entre Washington e alguns parceiros europeus revela fragilidades na cooperação de segurança frente ao Irã.
Autoridades alemãs buscaram reduzir a tensão, reiterando que o relacionamento com o governo americano permanece, em termos gerais, positivo. Em locais militares na Alemanha, autoridades destacaram a importância da parceria para a defesa coletiva.
*(Fonte: CNN, com informações de Alejandra Jaramillo, Lizzie McBride e Issy Ronald)*
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