- Trump afirmou não estar satisfeito com a mais recente proposta iraniana para negociações sobre a guerra.
- O ministro iraniano Abbas Araghchi disse que Teerã está disposto à diplomacia se os EUA mudarem a postura.
- Segundo a imprensa estatal do Irã e autoridades paquistanesas, as negociações seguiram via mediação do Paquistão, com avanços em conversas telefônicas.
- O conflito, iniciado em 28 de fevereiro por ataques dos EUA e de Israel, já deixou milhares de mortos; o Estreito de Ormuz continua fechado e impacta o abastecimento global de energia.
- O embaixador chinês na ONU pediu manter o cessar-fogo e reabrir o estreito; Trump reiterou que o Irã não poderá ter armas nucleares e ponderou entre bombardear ou chegar a um acordo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que não ficou satisfeito com a mais recente proposta iraniana para negociações sobre o conflito com o Irã. A declaração ocorreu enquanto o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está aberto à diplomacia caso Washington mude sua postura.
Trump falou à imprensa ao deixar a Casa Branca, a caminho de uma viagem à Flórida, após reportes da mídia estatal iraniana e de autoridades paquistanesas sobre a nova proposta de negociação. O presidente avaliou que a liderança iraniana está dividida e que o Paquistão continua mediando, com avanços incertos.
Segundo Araghchi, o Irã está preparado para buscar a diplomacia se os EUA encerrarem a postura considerada excessiva, com menos retórica agressiva e ações provocativas. Em paralelo, o chanceler destacou que as Forças Armadas iranianas permanecem prontas para defender o país.
Notícia tenha impacto no mercado: os preços globais do petróleo recuaram após a divulgação da proposta iraniana, ainda acima de 100 dólares o barril. A tensão entre as partes se mantém desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, envolvendo EUA, Israel e aliados regionais.
A escalada levou a ataques mútuos entre bases de operações, infraestrutura e entidades ligadas aos EUA na região. O Irã também respondeu com ações contra alvos no Golfo, em retaliação aos ataques iniciais, conforme relatado por agências internacionais.
Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril. Ainda assim, o mercado observa a possibilidade de novos ataques para pressionar negociações, o que amplia a volatilidade de preços de energia e as incertezas sobre o fluxo comercial global.
O governo americano argumenta que não houve acordo sobre o direito iraniano de enriquecer urânio, ponto central das negociações. Trump questiona caminhos para encerrar o conflito, incluindo hipóteses de ataque ou negociações, sem indicar uma solução preferida.
O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, pediu a manutenção do cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, destacando que o tema deve estar na agenda durante a visita de Trump à China, prevista para este mês.
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