- Familia de Narges Mohammadi e o Comitê do Nobel da Paz pedem que a prisioneira seja transferida para uma instalação médica adequada, após piora acentuada de sua saúde.
- A família afirmou que Mohammadi foi levada de sua prisão no noroeste do Irã a um hospital local em uma ação “de última hora”, segundo eles.
- O irmão descreveu queda abrupta da pressão arterial e disse que não houve estabilização suficiente; ele pediu encaminhamento para um hospital em Teerã para que especialistas que a acompanham a atendam.
- O comitê do Nobel reiterou que a vida da vencedora de 2023 permanece em risco, destacando a necessidade de tratamento especializado fora da prisão.
- A ativista já foi presa diversas vezes ao longo da vida; em 2021 iniciou cumprimento de uma pena de treze anos, com histórico de problemas cardíacos, pulmonares e pressão alta.
Relatos de deterioração acentuada da saúde de Narges Mohammadi levaram familiares e o Comitê do Nobel da Paz a pedir transferência para unidades de saúde adequadas. A defesa da acesso a tratamento especializado ganha impulso após a prisão da vencedora de 2023.
A família informou que Mohammadi, 54 anos, foi levada de uma prisão no noroeste do Irã a um hospital local, em uma operação descrita como de última hora. Segundo o irmão Hamidreza, a pressão arterial caiu e não houve estabilização adequada.
Segundo a família, a situação se agravou após 140 dias de detenção, com negação reiterada de atendimento especializado. Eles destacam histórico de problemas cardíacos, pulmonares e pressão, dificultando tratamento em Zanjan.
Pedido de transferência de tratamento
Hamidreza afirmou à BBC que a irmã tem pressão baixa, possivelmente infarto, e que condições prévias como embolia pulmonar, stent e angiografia tornam o atendimento em Zanjan inadequado. Propõem encaminhamento para Teerã.
O presidente do comitê do Nobel, Jorgen Watne Frydnes, reiterou à Reuters que a vida de Mohammadi permanece em risco e que a situação requer avaliação especializada. A fundação que leva seu nome mantém a chamada por encaminhamento a médicos de referência.
Mohammadi foi presa anteriormente por críticas ao governo e cumpre uma pena total de 31 anos de prisão e 154 chicotadas, segundo a própria fundação. Iniciou a cumprimento de uma sentença de 13 anos em 2021 por acusações de propaganda e conspiração contra a segurança do Estado.
A rede de apoio à pesquisadora destaca que ela já foi encontrada inconsciente em uma detenção anterior e que autoridades teriam negado transferência para um hospital na ocasião. As informações são provenientes de familiares e da fundação que a acompanha.
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