- Díaz-Canel, em 2 de maio, afirmou por meio de X que Cuba não se renderá às ameaças dos Estados Unidos e defenderá a soberania em cada centímetro do território.
- Trump, na sexta-feira anterior, sugeriu que os EUA poderiam assumir o controle de Cuba e mencionou ações no Oriente Médio, além de ampliar sanções contra o governo cubano.
- O presidente americano assinou decreto que aumenta as sanções a pessoas e entidades ligadas à segurança cubana, corrupção e violação de direitos humanos, autorizando medidas contra terceiros que atuem em setores estratégicos.
- No começo de 2026, os EUA já haviam endurecido sanções, interrompido exportações de petróleo venezuelano para Cuba e pressionado México a suspender envios, agravando a crise de combustível e apagões no país.
- Cuba mantém a posição de não negociar seu modelo socialista e acusa os EUA de buscar interesses de grupos ricos e influentes, pedindo apoio da comunidade internacional.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel respondeu às ameaças dos Estados Unidos após Donald Trump sugerir, em evento na Flórida, que poderia assumir o controle de Cuba. A mensagem de Díaz-Canel foi publicada neste sábado (2) em sua conta no X.
O líder cubano afirmou que Cuba não se renderá diante de pressões militares e qualificou as ações como agressões que atingem o país. Ele disse que o povo cubano defenderá a soberania em cada centímetro do território e pediu apoio da comunidade internacional contra o que chamou de ato criminoso.
Díaz-Canel ainda apontou que as ameaças refletem interesses de um grupo rico e influente, e ressaltou a necessidade de reagir de forma conjunta a esse tipo de atuação externa.
Ação militar
Na sexta-feira (1º), Trump disse que os EUA poderiam assumir o controle de Cuba no contexto de operações no Oriente Médio, embora não tenha detalhado planos específicos. Ele afirmou que buscava terminar o que chamou de trabalho pendente, em referência ao conflito com o Irã.
Sanções dos EUA
No mesmo dia, Trump assinou decreto que ampliou as sanções contra o governo cubano. As medidas atingem pessoas e entidades ligadas à segurança do aparato estatal, bem como indivíduos envolvidos em corrupção e violações de direitos humanos. A medida autoriza sanções a estrangeiros que atuem em setores estratégicos como energia, defesa, mineração, serviços financeiros e segurança econômica de Cuba, com possibilidades de sanções secundárias.
Nos primeiros meses de 2026, os EUA já haviam intensificado represálias contra Cuba. A suspensão de exportações de petróleo venezuelano impactou a ilha, levando o México a interromper o envio de petróleo para Cuba em meio à pressão norte-americana. A cotidianidade cubana sofreu com cortes de combustível e apagões, além de suspensões de voos de companhias aéreas estrangeiras.
A postura dos Estados Unidos permanece associada a demandas antigas de reforma econômica, indenizações por propriedades expropriadas e eleições livres. Cuba mantém o argumento de que seu modelo socialista não está aberto a negociações nesse sentido, reiterando sua defesa da soberania.
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