- O Irã disse que cabe aos EUA escolher entre retomar o confronto ou seguir pela via diplomática, e afirmou estar preparado para ambos os cenários.
- O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, afirmou que Teerã apresentou uma proposta ao mediador paquistanês para encerrar a guerra de forma permanente; a decisão, agora, cabe aos EUA.
- Um funcionário militar afirmou considerar provável uma retomada do conflito e criticou a postura dos Estados Unidos.
- A proposta iraniana, rejeitada por Washington, previa reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval, mantendo as negociações sobre o programa nuclear para uma etapa posterior.
- Os EUA mantêm a posição de não encerrar a guerra sem garantias de que o Irã não obterá arma nuclear; o Irã sustenta que seu programa é pacífico.
O Irã afirmou neste sábado 2 que cabe aos Estados Unidos escolher entre retomar o confronto ou seguir pela via diplomática, mantendo-se preparado para ambos os cenários. A declaração foi feita após o país apresentar uma proposta ao mediador paquistanês com o objetivo de encerrar a guerra de forma permanente.
Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, a decisão está nas mãos de Washington. O Irã diz buscar proteção de seus interesses e da segurança nacional, independentemente do caminho escolhido pelos EUA.
A escalada de alertas foi reforçada por Mohammad Jafar Asadi, vice-inspetor do comando das forças armadas Khatam al-Anbiya. Ele disse que o Irã vê a retomada do conflito como provável e criticou a postura dos Estados Unidos em relação a acordos.
Trump rejeitou a proposta iraniana, que previa reabrir o tráfego no Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval à região. A proposta também sugeria que hostilidades cessassem, com as discussões sobre o programa nuclear ocorrendo em estágio posterior.
Entre as condições apresentadas, o Irã buscaria garantias de que Israel e EUA não atacariam o país novamente, permitiria a abertura imediata do Estreito de Ormuz e a suspensão dos bloqueios aos portos iranianos. As negociações sobre o programa nuclear seriam adiadas para uma fase posterior, mediante o fim das sanções.
O impasse ocorre quatro semanas após EUA e Israel terem suspendido bombardeios contra o Irã. O conflito já provocou interrupção significativa no fornecimento global de energia. O Irã bloqueia parte do tráfego marítimo no Golfo Pérsico, enquanto Washington impôs bloqueio a navios que partem de portos iranianos.
Washington mantém a posição de que só encerrará a guerra com um acordo que impeça o Irã de obter armamento nuclear. O Irã sustenta que o programa nuclear tem fins pacíficos. A Reuters apurou que há gente dentro do governo iraniano que avalia como útil separar a crise marítima da nuclear para facilitar entendimentos.
As informações chegam com base em relatos de agências internacionais, como France Presse e Reuters.
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