- Tribunal de Israel prorrogou a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek até o dia 5 de maio, após serem presos em uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza.
- Os ativistas foram interceptados em águas internacionais próximo à Grécia, no mesmo fim de semana em que outros 175 passageiros também estavam na embarcação.
- Nesta sexta-feira, governos do Brasil e da Espanha emitiram declaração conjunta chamando a detenção de ilegal e condenando o sequestro em águas internacionais.
- Autoridades israelenses solicitaram a prorrogação de quatro dias, com suspeitas listadas que incluem assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro e vínculo com organização terrorista.
- Advogada dos ativistas afirmou que eles negam as acusações, alegando falta de jurisdição e enfatizando que a missão visava ajudar civis em Gaza, não militantes.
Um tribunal de Israel prorrogou, neste domingo, a detenção de dois ativistas brasileiros e espanhóis até o dia 5 de maio. Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram presos a bordo de uma flotilha que seguia rumo à Faixa de Gaza, interceptada em águas internacionais próximas à Grécia.
A detenção ocorreu junto com mais 175 pessoas que participavam da viagem. O objetivo era entregar assistência humanitária para a região, em continuidade aos esforços para romper o bloqueio israelense a Gaza, segundo as autoridades israelenses.
Os ativistas, que participavam da flotilha, são acusados pela Justiça israelense de crimes como assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com um agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a uma organização terrorista, além de transferência de propriedade para uma organização terrorista. A detenção inicial foi solicitada pela acusação para um período de quatro dias.
Na última sexta-feira, 1º de maio, governos do Brasil e da Espanha divulgaram uma declaração conjunta classificando a detenção como ilegal. O documento afirma que o sequestro ocorreu em águas internacionais e envolve dois cidadãos de ambos os países.
Haadeel Abu Salih, advogada dos ativistas, disse à Reuters que os clientes negam as acusações. Ela afirmou ainda que a prisão carece de jurisdição e que a missão buscava ajudar civis em Gaza, não grupos militantes. O caso permanece sob avaliação judicial em Israel.
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