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Filha de Maradona acusa médicos e advogados de planejar controlar o pai

Gianinna Maradona acusa plano de controle do pai por médicos e advogados; julgamento por negligência envolve sete profissionais e pode gerar penas de até 25 anos

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  • Gianinna Maradona afirmou, em San Isidro, que haveria um plano do círculo que acompanhava o ex-jogador para controlar decisões sobre ele, citando o advogado Matías Morla e o ex-assistente Maximiliano Pomargo — que não são réus neste processo, mas respondem em outra ação.
  • Sete profissionais de saúde respondem por suposta negligência no caso da morte de Diego Maradona.
  • A filha disse que o grupo priorizava interesses financeiros e influenciava decisões médicas, incluindo a escolha do local de recuperação após a cirurgia craniana em novembro de 2020, optando por uma residência em Tigre para evitar supervisão judicial.
  • A acusação sustenta que o imóvel não tinha estrutura médica adequada e houve falhas na atuação dos profissionais, com o médico Leopoldo Luque descrito como central nas decisões clínicas.
  • Maradona morreu aos 60 anos por parada cardiorrespiratória associada a edema pulmonar; se condenados, os sete profissionais podem pegar de oito a vinte e cinco anos de prisão.

O julgamento pela morte de Diego Maradona ganhou novo foco com o depoimento de sua filha, Gianinna Maradona. Ela afirmou haver um plano articulado pelo círculo que acompanhava o ex-jogador nos últimos dias de vida, o que, segundo ela, envolvia decisões fora do núcleo familiar. O testemunho foi feito em San Isidro, na Argentina, onde sete profissionais de saúde respondem por suposta negligência.

Gianinna descreveu um ambiente de controle sobre decisões médicas e administrativas, com influência de pessoas próximas. Ela citou o advogado Matías Morla e o ex-assistente Maximiliano Pomargo como figuras centrais. Eles não são réus neste processo, mas respondem a outra ação relacionada à gestão dos direitos comerciais de Maradona.

Segundo a filha, o grupo priorizava interesses financeiros em detrimento da saúde do pai. Ela chegou a mencionar a ideia de que alguém queria ter a vida dele sob controle, sugerindo uma atuação coordenada para moldar decisões médicas. A narrativa aponta para uma estrutura que influenciava o tratamento e a administração do caso.

Entre os pontos centrais do depoimento está a escolha do local de recuperação após a cirurgia cerebral de novembro de 2020. Gianinna afirmou que a equipe médica descartou internação psiquiátrica para tratar dependências e manteve Maradona em uma residência em Tigre, nos arredores de Buenos Aires, sob justificativa de evitar supervisão judicial. Ela associou a opção a interesses da entorno.

O imóvel escolhido é alvo de questionamentos na ação. A acusação sustenta que o local não possuía estrutura médica adequada para a condição do ex-jogador. A filha afirmou que, embora a equipe atuasse de forma coordenada, houve falhas graves na execução dos cuidados. Ela citou que o enfermeiro que deveria examiná-lo antes de ir embora não o fez, e o enfermeiro que chegou depois também não.

Leopoldo Luque, médico de Maradona, foi apresentado na declaração como figura central na condução do tratamento. A filha relatou que ele teve papel predominante nas decisões clínicas, embora tenha sido enfatizado que a responsabilidade seria compartilhada entre todos os envolvidos.

Maradona, que tinha 60 anos, faleceu por parada cardiorrespiratória associada a edema pulmonar, conforme laudos médicos. O processo aponta que ele recebeu pouco tempo de atendimento adequado e morreu sozinho em seu quarto.

Os sete profissionais acusados negam irregularidades e sustentam que a morte ocorreu por causas naturais. Caso condenados, as penas previstas variam de oito a 25 anos de prisão, conforme as circunstâncias do caso.

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