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Irã se retira da Bienal de Veneza em meio à guerra EUA-Israel

Irã desiste de participar da 61ª Bienal de Veneza; cento países participam, e prêmios serão decididos por votação pública em meio à controvérsia envolvendo Israel e Rússia

The 2024 Venice Biennale.
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  • O Irã desistiu de participar da 61ª Exposição Internacional de Arte em Veneza.
  • Com a saída, o total de países com pavilões fica cem, em vez de cento e um.
  • O motivo da saída iraniana não foi divulgado; o pavilhão iraniano não apresenta representantes de artistas na lista oficial.
  • Aydin Mahdizadeh Tehrani é citado como comissário do pavilhão do Irã.
  • O evento segue cercado de controvérsias: o júri renunciou na semana passada e, sem júri, as premiações serão decididas por voto público, enquanto há pressão para excluir pavilhões de Israel e Rússia.

O Irã saiu abruptamente da Venice Biennale, a maior mostra de arte em bienal do mundo, enquanto a guerra entre Estados Unidos e Israel continua. A convocação oficial informa que o país não participará da 61ª Exposição Internacional de Arte, com a mostra “In Minor Keys” de Koyo Kouoh, de 9 de maio a 22 de novembro de 2026. A Biennale comunicou a decisão ontem, destacando que o evento passa a ter 100 países participantes em vez de 101.

Na prática, o Irã é o único país listado no site da exposição sem representantes artísticos. A comissária do pavilhão é Aydin Mahdizadeh Tehrani. A instituição não explicou os motivos da desistência. A nota oficial não detalha atrasos, agenda ou questões logísticas que justificassem a retirada.

O contexto envolve ainda controvérsia em torno da própria Bienal. Pela semana anterior, a equipe de curadoria deixou o cargo, dizendo ter renunciado. A equipe já havia decidido que não consideraria nações acusadas de crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional, o que excluiria Israel e a Rússia da disputa pelo Leão de Ouro.

Com a ausência de uma curadoria, as premiações serão escolhidas por voto público. A falta de curadoria, porém, não impede o lançamento da exposição principal, que segue em montagem para o público.

Israel e Rússia também estão no centro de debates entre políticos, artistas e participantes da mostra, que pedem exclusão de ambos os pavilhões. A organização afirma não ter poder para retirar um país reconhecido como estado dentro da Itália.

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