- Novo massacre em Bafwakoa, Ituri, na República Democrática do Congo, deixa pelo menos 60 cristãos mortos; ataque foi reivindicado pela agência Amaq, ligada ao Estado Islâmico.
- Ações ocorreram durante a noite, em casas e nas ruas, com incêndio de casas e saques; militares não teriam intervenido para proteger a população.
- Organizações cristãs e de direitos humanos classificam o episódio como perseguição religiosa e sugerem que pode configurar crimes contra a humanidade.
- Governo congolês enviou reforços militares à região, mas comunidades locais dizem que as medidas são tardias e insuficientes.
- O ataque em Bafwakoa amplia uma sequência de ações do Estado Islâmico em Ituri e Kivu do Norte desde o início de 2026, com mais de mil mortos e centenas de milhares de deslocados.
O massacre de Bafwakoa, na região de Ituri, deixou pelo menos 60 cristãos congoleses mortos durante ataque noturno de combatentes ligados ao Estado Islâmico. O ataque ocorreu na aldeia de Bafwakoa, no território de Mambasa, na Província da África Central.
Segundo a agência Amaq, ligada ao grupo, os jihadistas invadiram a aldeia durante a noite, atingindo moradores em casas e nas ruas. Casas, veículos e propriedades foram incendiados e saqueados antes da retirada dos agressores.
Organizações cristãs e defensoras dos direitos humanos classificaram o episódio como parte de uma perseguição religiosa, potencialmente configurando crimes contra a humanidade. Comunidades locais pedem maior proteção internacional.
O governo congolês condenou o massacre e informou envio de reforços à região. Líderes religiosos locais dizem que as ações são tardias e insuficientes para transitar a paz em Ituri.
Ataques recentes e deterioração da segurança
- Em abril, pelo menos 25 civis foram mortos em ataques a aldeias próximas a Mambasa.
- Em 20 de abril, mais de 30 mortos ocorreram na região de Luna, maioria agricultores cristãos.
- Em 24 de abril, autoridades locais alertaram para aumento de ataques noturnos, sequestros e incêndios, gerando deslocamentos para Bunia e outras cidades.
Analistas apontam que o ISCAP aproveita fragilidade do exército congolês e falhas de coordenação com forças regionais para ampliar controle territorial. A violência em Ituri e Kivu do Norte resultou em mais de 1.000 mortes no último ano e cerca de 500 mil deslocados, segundo agências humanitárias.
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