- Donald Trump ameaçou que o Irã será “expulso da face da terra” se atacar navios dos EUA tentando reabrir a passagem pelo estreito de Hormuz.
- Os EUA lançaram uma operação no Golfo para ajudar centenas de navios com tripulação presos na região.
- O Irã busca reconstituir o bloqueio no estreito, via rota essencial do comércio global; os EUA afirmam ter destruído seis barcos iranianos e interceptado mísseis e drones, o Irã nega.
- Mais de 800 navios e cerca de 20.000 tripulantes permanecem encalhados na região.
- O Comando Central dos EUA informou que quarenta? cinquenta embarcações comerciais foram redirecionadas durante o bloqueio.
Donald Trump ameaçou que o Irã será removido do mapa caso ataque navios dos EUA tentando reabrir a rota pelo estreito de Hormuz. A declaração ocorre após a escalada de tensões na região.
Nesta segunda-feira, os EUA deram início a uma operação para ajudar centenas de navios retidos no Golfo, com suas tripulações presas em alto-mar. A medida visa manter a circulação comercial na região, segundo autoridades americanas.
O Irã busca reimpor o bloqueio ao estreito de Hormuz, via de passagem crítica para o comércio global. Em resposta, a defesa dos EUA afirma ter destruído seis embarcações iranianas pequenas e interceptado mísseis de cruzeiro e drones iranianos, versão contestada pelas autoridades iranianas.
Mais de 800 navios e cerca de 20 mil tripulantes permanecem retidos na região, segundo dados oficiais. A circulação pela rota continua insegura, elevando o risco de interrupções no abastecimento de petróleo.
Em entrevista à Fox News, Trump descreveu a operação norte-americana como uma das maiores manobras militares já realizadas, citando suposta maior flexibilidade de autoridades iranianas nas negociações recentes.
Ele também afirmou possuir estoques de armas e munições em níveis elevados, com equipamentos e bases distribuídos pelo mundo. Segundo o presidente, esses recursos podem ser usados, se necessário.
As declarações de Trump chegam em meio a um ambiente de tensão que já havia sido marcado por uma trégua mediada rapidamente por um acordo entre aliados, mas que não abriu o estreito.
O Irã havia alertado, ainda na manhã desta segunda-feira, que atacaria qualquer navio de guerra norte-americano que se aproximasse do estreito, afirmando ter atingido uma fragata dos EUA com dois mísseis, denúncia que não foi confirmada de forma independente.
Paralelamente, o Comando Central dos EUA informou que 50 navios comerciais foram redirecionados durante o bloqueio em vigor, como parte das medidas para manter rotas de navegação abertas.
Desdobramentos no Estreito de Hormuz
A situação segue sob observação de potências regionais e da comunidade internacional, com consequências potenciais para o mercado de energia e para a estabilidade regional. Autoridades não divulgaram prazos para o desfecho da tensão.
Ação dos EUA e resposta de Teerã
Os EUA afirmam que a mobilização busca evitar interrupções no fluxo de mercadorias, enquanto o Irã mantém a postura de defesa de suas rotas comerciais. O cenário permanece volátil, sem confirmação de novos ataques ou retaliações.
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