- O acordo entre Mercosul e União Europeia pode impulsionar as exportações brasileiras em até US$ 1 bilhão no primeiro ano, com foco em padrões globais de sustentabilidade.
- A Europa está mais atenta a questões ambientais por mudanças políticas, acordos internacionais e exigências crescentes nas economias.
- Existem divergências sobre como aplicar critérios de sustentabilidade ao Brasil, devido a diferenças de clima e práticas agrícolas, especialmente na medição de carbono do solo.
- O professor Daniel Vargas afirma que há risco se as métricas forem criadas para produtores europeus, mas há oportunidade se houver reconhecimento de agriculturas diferentes e resultados variados.
- A sugestão é avançar por meio de colaboração mútua, buscando um objetivo ambiental comum robusto.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode elevar as exportações brasileiras em até US$ 1 bilhão no primeiro ano de vigência, com ênfase na adoção de padrões globais de sustentabilidade.
Em entrevista ao Record News Rural na terça-feira, o professor Daniel Vargas, da FGV Direito Rio, analisou desafios e oportunidades gerados pela nova dinâmica comercial.
Durante viagem à Europa, Vargas destacou que o continente está atento a questões ambientais por mudanças políticas, acordos internacionais e maior incorporação de exigências ambientais nas economias. Ele ressalta a busca por métricas que sirvam de referência para políticas públicas e para as relações comerciais.
O especialista alerta sobre divergências na aplicação dos critérios ao Brasil, devido a diferenças climáticas e de práticas agrícolas. Enquanto na Europa mede-se carbono estocado nos primeiros 30 cm de solo, no Brasil esse método não captura toda a capacidade do solo tropical.
Para Vargas, o resultado ambiental pode ser positivo se houver reconhecimento da diversidade de agriculturas, solos e climas, com práticas distintas gerando impactos variados. O caminho, segundo ele, é a cooperação e o alinhamento de objetivos entre os continentes.
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