- O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu retirar 5 mil militares americanos alocados na Alemanha, após o chanceler alemão Friedrich Merz afirmar que os EUA estão sendo “humilhados” na guerra no Irã.
- Ainda assim, mais de 36 mil militares dos EUA estavam em atuação na Alemanha em dezembro de 2025, e o governo americano não descartou novas retiradas, citando possibilidades para Itália e Espanha.
- Trump tem insistido que aliados da Otan contribuam mais com defesa, sob risco de os EUA se afastarem da aliança e de a Europa cuidar sozinha de sua segurança.
- A Otan alerta sobre risco russo e indica que a Rússia poderia usar força contra membros até 2030; relatório da agência Reuters aponta um ultimato para a Europa internalizar maior parte da defesa até 2027.
- Especialistas ressaltam que a Europa enfrenta desafios para aumentar gastos militares de quatro potências-chave — Polônia, França, Reino Unido e Alemanha — com ritmo desigual e dificuldades de parcerias, como o projeto FCAS.
A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar 5 mil militares da Alemanha foi anunciada após o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmar que os EUA estão sendo “humilhados” na guerra no Irã. A medida expõe a tensão entre Washington e aliados da Europa. A ação ocorre em meio a críticas contínuas sobre a participação europeia no gasto de defesa.
Segundo dados, mais de 36 mil militares norte-americanos estavam estacionados na Alemanha em dezembro de 2025. O governo dos EUA não descartou ampliar as retiradas e sugeriu que medidas semelhantes poderiam ocorrer em relação à Itália e à Espanha.
Enquanto Trump pressiona pela maior participação europeia na defesa, a Otan enfrenta desafios de coordenação e de gastos. Economias da Europa elevam investimentos, mas há dúvidas sobre autossuficiência em defesa num prazo curto. A relação com Moscou e a defesa do continente seguem em debate.
Atrasos e divergências afetam projetos conjuntos. Procuras por maior autonomia na defesa enfrentam dificuldades de alinhamento entre potências-chave, como Alemanha, França, Polônia e Reino Unido, especialmente em investimentos e prazos.
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