- 29 congressistas do Partido Democrata assinam carta pedindo que os Estados Unidos reconheçam publicamente o programa nuclear de Israel.
- A carta, encaminhada ao Secretário de Estado Marco Rubio, foi divulgada pelo The Washington Post na terça-feira, 5, e defende abandonar a política de ambiguidade de décadas.
- Os signatários dizem que o silêncio dos EUA sobre o arsenal israelense é indefensável diante da guerra no Irã e de potenciais escaladas.
- O documento sustenta que o Congresso precisa conhecer o equilíbrio nuclear no Oriente Médio para planejar contingências.
- Especialistas veem a proposta como mudança expressiva na relação entre democratas e Israel, motivada pela frustração com conflitos na região.
Uma carta assinada por 29 congressistas do Partido Democrata pede aos Estados Unidos que reconheçam publicamente o programa de armas nucleares de Israel. A divulgação ocorreu pelo The Washington Post nesta terça-feira, 5. A medida pode transformar a postura de décadas da política externa americana.
O documento encaminhado ao secretário de Estado Marco Rubio afirma que o silêncio dos EUA sobre o arsenal israelense é indefensável diante da guerra no Irã e do potencial de escalada militar. Os parlamentares argumentam que o Congresso precisa estar informado sobre o equilíbrio nuclear no Oriente Médio para planejar contingências.
Os signatários destacam a necessidade de uma política de não proliferação coerente, criticando a discrepância entre o foco na Arábia Saudita, Emirados e Irã e o tratamento reservado a Israel. Além disso, apontam que o segredo dificulta avaliação de riscos de erro de cálculo e de uso nuclear.
Histórico de ambiguidade nuclear
Desde 1969, a relação dos EUA com Israel envolve ambiguidade nuclear, consolidada em acordo informal entre Richard Nixon e Golda Meir. Governos subsequentes manteram o silêncio oficial para proteger Tel Aviv do escrutínio internacional.
Especialistas veem a discussão como sinal de mudança na relação entre Democratas e política externa em relação a Israel. A mudança é acompanhada pela frustração com os conflitos no Oriente Médio, incluindo Gaza e Líbano, e pelas baixas civis registradas.
Entre na conversa da comunidade