- EUA e Irã voltaram a trocar tiros no Golfo, reacendendo dúvidas sobre o cessar-fogo de quatro semanas e o controle do Estreito de Ormuz.
- As Forças Armadas dos EUA disseram ter destruído seis pequenos barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, em ação ligada ao chamado “Projeto Liberdade” para escoltar navios-tanque.
- O Irã negou algumas acusações e houve declarações contraditórias sobre travessias de navios no estreito; a Reuters não confirmou os relatos de forma independente.
- Explosões e incêndios foram relatados em navios no Golfo Pérsico, incluindo um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos; autoridades britânicas e sul-coreanas também registraram incidentes na região.
- O Irã afirmou que as negociações de paz seguem com mediação do Paquistão, enquanto os EUA e aliados pedem cautela para não ampliar o conflito.
O Golfo de Omã voltou a registrar hostilidades entre EUA e Irã, colocando em risco a cessação de hostilidades no Oriente Médio. Na semana, navios comerciais relataram explosões e incêndios, enquanto Washington disse ter destruído barcos e equipamentos iranianos. A imprensa iraniana e agências ocidentais divergem sobre os eventos, aumentando a temperatura da crise.
Os EUA afirmam que suas forças destruíram seis barcos iranianos, além de mísseis de cruzeiro e drones, em resposta à atuação iraniana perto do Estreito de Ormuz. Washington descreveu a operação como parte do que chamou de Projeto Liberdade, com a participação de destróieres da Marinha.
O Irã, por sua vez, nega ter havido travessias de navios norte-americanos sob escolta, embora tenha reconhecido confrontos com navios de guerra dos EUA. Oficialmente, as autoridades iranianas descrevem os disparos como avisos e afirmam que não há solução militar para a crise.
O Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Persa ao Golfo de Omã, permanece sob tensão desde o início dos ataques em fevereiro. Aliados dos EUA e do Irã acusam um ao outro de escalada, enquanto a região continua vulnerável a interrupções no abastecimento global.
Desenvolvimento diplomático e resposta internacional
Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, disse que as negociações de paz seguem sob mediação paquistanesa e alertou para não se entrar em um atoleiro militar. Delegações de EUA e Irã realizaram conversas cara a cara, sem avanço claro para um cessar-fogo permanente.
Várias fontes relatam impactos logísticos: navios mercantes sofreram explosões ou incêndios no Golfo Pérsico, e um porto dos Emirados Árabes Unidos, com base militar dos EUA, foi atingido por drones iranianos. A guarda revolucionária iraniana reforçou o cerco ao estreito com avisos sobre minas e ataques rápidos.
O governo sul-coreano reportou uma explosão a bordo do navio HMM Namu, no estreito, sem ferimentos. O Reino Unido informou dois incidentes envolvendo navios perto da costa dos Emirados, enquanto a empresa ADNOC afirmou que um de seus petroleiros vazios foi atingido por drones.
As negociações recentes entre EUA e Irã deixam o mercado global apreensivo. Analistas destacam que o Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para petróleo, fertilizantes e outras commodities, elevando a importância de uma solução diplomática estável.
O quadro é de incerteza, com cada parte oferecendo narrativas divergentes sobre o que ocorre no terreno. Observadores ressaltam que qualquer aumento de hostilidades pode provocar volatilidade adicional nos preços e afetar fontes de energia na região.
Entre na conversa da comunidade