- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a fase ofensiva inicial dos EUA e de Israel contra o Irã, conhecida como Operação Epic Fury, terminou após atingir seus objetivos.
- Rubio afirmou que o caminho desejado é o da paz e que o presidente Donald Trump prefere um acordo.
- A declaração ocorre após ataques no estreito de Hormuz aumentarem o risco de ruptura do cessar-fogo entre EUA e Irã; Washington busca orientar navios para atravessar o Golfo.
- O Irã não comentou; o porta-voz do parlamento, Mohammad Ghalibaf, declarou que manter o status quo é intolerável para os EUA e que o Irã está apenas começando.
- Na terça, o UK Maritime Trade Operations afirmou que uma embarcação foi atingida por um projétil desconhecido no estreito; os Emirados Árabes Unidos disseram ter defesas aéreas enfrentando mísseis e drones iranianos pelo segundo dia.
O governo dos Estados Unidos afirma que a fase ofensiva inicial contra o Irã, chamada Operação Epic Fury, já terminou após alcançar seus objetivos. O secretário de Estado Marco Rubio apresentou a declaração na manhã de terça-feira, em Washington, destacando que o país prefere o caminho da paz e que Donald Trump busca um acordo.
Apacuação temerária no estreito de Hormuz domina o noticiário. ataques recentes envolvendo navios no estreito aumentaram as preocupações de que o cessar-fogo entre EUA e Irã possa ruir. Washington diz trabalhar para orientar embarcações presas pela passiva passagem no estreito.
O governo iraniano não se manifestou sobre as afirmações de Rubio. O porta-voz do parlamento, Mohammad Ghalibaf, havia afirmado que a continuidade do status quo é intolerável para os EUA, ao mesmo tempo em que disse que os iranianos ainda estão apenas começando.
Ghalibaf, que atuou como principal negotiador nas negociações com os EUA no mês passado, afirmou que a segurança da navegação e o trânsito de energia estavam sob risco devido às violações do cessar-fogo e ao bloqueio imposto. Ele advertiu que as ações consideradas hostis não prosperarão.
Na terça, a UK Maritime Trade Operations informou que uma embarcação de carga foi atingida por o que seria um projétil desconhecido no estreito de Hormuz. Não houve confirmação adicional sobre o incidente.
No mesmo dia, os Emirados Árabes Unidos registraram defesas aéreas ativas contra mísseis e drones apontados para o território emirato por parte de Irã, ocorrendo por segundo dia consecutivo. O país acusou Teerã de disparos que atingiram um porto petrolífero em Fujairah, fora do estreito, caracterizando a ofensiva como uma escalada.
O Irã negou qualquer ataque ao UAE, segundo um porta-voz militar. Caso atuasse, afirmou que comunicaria de forma clara e firme.
Contexto estratégico do Estreito de Hormuz
A operação Epic Fury teve início em 28 de fevereiro, com ataques aéreos de EUA e Israel contra o Irã. Em retaliação, Teerã bloqueou o estreito, via crucial para o transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.
Em abril, EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo que encerrou ataques de drones e mísseis, embora a passagem de navios tenha permanecido difícil, com autoridades norte-americanas mantendo o bloqueio a portos iranianos.
Nesta semana, também houve relatos conflitantes sobre incidentes envolvendo embarcações no estreito. Washington informou ter atacado sete barcos rápidos iranianos, enquanto Teerã disse ter feito disparos de advertência contra uma embarcação dos EUA. Duas embarcações comerciais relataram ataques e outra conseguiu sair do estreito sob escolta militar dos EUA.
O presidente americano continua a sinalizar abertura para uma solução negociada, mas afirma que o Irã ainda pode escolher um caminho diferente. A administração reforça que monitora de perto qualquer violação do cessar-fogo, sem detalhar impactos futuros sobre a estratégia regional.
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