- O principal negociador iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, afirmou que o Irã “ainda nem começou” o confronto pelo Estreito de Ormuz e que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos.
- O cessar-fogo entre Irã e EUA corre risco devido a confrontos em torno do estreito e à retomada de ataques de Teerã contra os Emirados Árabes Unidos.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que poderia atacar para restabelecer a circulação de navios em Ormuz, advertindo que ostras iranianas seriam varridas da face da Terra se houver ataque a navios norte-americanos.
- Cerca de 20.000 marinheiros estão imobilizados na região, segundo um alto funcionário da UK Maritime Trade Organisation.
- Os ataques inclinaram os mercados, com queda de segurança na região após incidentes como o ataque a instalações em Fujairah e a redução de verificação de navios; Emirados Árabes Unidos relataram mísseis de cruzeiro lançados do Irã, com três interceptados e um caindo no mar, e um navio-petroleiro da Adnoc ter sido atingido por dois drones iranianos. Fonte: AFP.
O Irã alertou os Estados Unidos sobre a possibilidade de confronto no Estreito de Ormuz, dizendo que a região ainda nem começou a reagir de forma plena. Mohamad Baqer Qalibaf, principal negotiador iraniano e presidente do Parlamento, afirmou que o status quo é intolerável para Washington e que a presença iraniana tende a diminuir a influência externa na passagem estratégica. A declaração foi publicada na rede X.
A tensão aumenta à medida que o cessar-fogo entre EUA e Irã fica em risco. Enfrentamentos recentes em Ormuz e retaliações de Teerã contra vizinhos do Golfo contribuíram para o recrudescimento. O governo americano já havia sinalizado uma operação para restabelecer a navegação, elevando as preocupações com a segurança na região.
Cenário militar e impactos
Estima-se que cerca de 20 mil marinheiros estejam imobilizados na região, segundo a UKMTO. Os ataques incluíram uma ofensiva a instalações civis, como a planta de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, onde houve incêndio após ataque com drone; três trabalhadores indianos ficaram feridos.
Em resposta, os Emirados anunciaram ataques com quatro mísseis de cruzeiro supostamente lançados do Irã, com três interceptados e um não identificado caiu no mar. Um navio-petroleiro da estatal Adnoc também foi atingido por dois drones iranianos. A região enfrenta novas leituras de risco sobre o fluxo de petróleo e gás para mercados globais.
Informações da AFP.
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