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Lula diz que detenção de ativista brasileiro em Israel é injustificável

Detenção de Thiago Ávila em águas internacionais leva Brasil e Espanha a exigir garantias de segurança e libertação dos ativistas da flotilha Global Sumud

Brasília, DF 04/05/2026- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos ministros do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues , da Casa Civil, Miriam Belchior, da Fazenda, Dário Durigan e do Planejamento, Bruno Moretti , assina Medida Provisória referente ao Novo Desenrola Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Lula afirmou que a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel é injustificável e representa afronta ao direito internacional.
  • Ávila era integrante da flotilha Global Sumud, presa em águas internacionais perto da Grécia no dia 30 de abril, a caminho da Faixa de Gaza.
  • O ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido, e mais de 100 outros ativistas de cerca de 20 barcos foram levados para a ilha grega de Creta.
  • Brasil e Espanha exigem plena garantia de segurança e a imediata soltura dos detidos; a prisão preventiva foi prorrogada até esta terça-feira.
  • As embarcações faziam parte da segunda flotilha da Global Sumud, que saiu de Barcelona em 12 de abril para tentar levar ajuda humanitária a Gaza; Israel alega crimes relacionados a terrorismo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (5) que a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel é injustificável. A prisão ocorreu durante a interceptação da flotilha Global Sumud, que seguia com destino à Faixa de Gaza.

Ávila foi preso a bordo de uma embarcação da segunda flotilha da Global Sumud, interceptada por militares israelenses em águas internacionais próximas à Grécia, no dia 30 de abril. Além dele, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido e levado a Israel.

Mais de 100 ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, acabaram deslocados para a ilha grega de Creta. Autoridades israelenses justificaram a prisão de Ávila e de Abu Keshek com base em suspeitas de crimes relacionados à cooptação de apoio ao inimigo.

O governo brasileiro, em parceria com o da Espanha, pediu garantias de segurança aos detidos e a imediata libertação, afirmando a necessidade de proteção aos direitos humanos. A prisão preventiva dos dois ativistas foi prorrogada até esta terça-feira.

A flotilha fazia parte de uma operação para romper o bloqueio israelense a Gaza, com envio de assistência humanitária. Os navios partiram de Barcelona no dia 12 de abril, na tentativa de contornar restrições ao território.

Em outubro do ano passado, uma flotilha anterior da Global Sumud já havia sido abordada por forças militares israelenses, resultando na prisão de ao menos 450 participantes, incluindo a ativista Greta Thunberg.

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