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Lula viaja aos EUA para debater crime organizado com Trump

Lula viaja aos EUA para encontro com Trump, buscando cooperação no combate ao crime organizado e avanços na agenda econômica e geopolítica

1 de 1 Trump Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula viajará aos Estados Unidos nesta quarta-feira (6/5) para reunião com Donald Trump na Casa Branca, marcada para quinta (7/5, hora local.
  • O objetivo é discutir cooperação no combate ao crime organizado, bem como temas de minerais críticos, terras-raras e a retirada de sanções comerciais.
  • O governo brasileiro não vê temas tabu e pretende abrir diálogo, com prioridade para combate ao crime organizado e à pauta comercial; Brasil pode assinar acordo transnacional de combate ao crime.
  • Os EUA estudam classificar facções como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, o que o Planalto rejeita para evitar interferência externa.
  • Em relação ao Pix, o tema é considerado prioridade; há abertura para esclarecer o funcionamento do sistema, que motivou investigação norte-americana sob a Seção 301; a situação envolve ainda outros temas como etanol e desmatamento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para os Estados Unidos na tarde desta quarta-feira (6/5) para uma reunião de trabalho com o presidente Donald Trump na Casa Branca. O encontro ocorre nesta quinta (7/5) e busca discutir cooperação no combate ao crime organizado e temas econômicos.

A viagem marca o retorno das conversas entre os dois líderes desde o contato anterior, em outubro, na Malásia. A visita, inicialmente prevista para março, foi adiada por causa do acirramento do conflito envolvendo EUA, Irã e Israel.

Auxiliares do governo afirmam que não há tema tabu na agenda e que o Brasil busca ampliar o diálogo com os EUA. O objetivo é avançar em cooperação transnacional e negociações sobre sanções e comércio.

Prioridades do governo brasileiro

Do lado brasileiro, a prioridade é o combate ao crime organizado e a cooperação comercial. Os EUA estudam classificar facções como o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas, o que o Planalto rejeita.

O Palácio do Planalto tem enviado ao Departamento de Estado propostas para reforçar a cooperação no combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, apresentadas em dezembro. A ideia é fortalecer a segurança pública sem intervenções.

A parceria é vista pelo governo como estratégica para evitar tensões eleitorais internas e interferências externas. Um dos objetivos é assinar um acordo de combate ao crime organizado transnacional com a Casa Branca.

Questões tarifárias

No campo econômico, Lula deve tratar de riscos de novas sanções, com foco no Pix. A vice-presidência indicou que o tema será prioridade nas conversas com Trump.

Em julho de 2025, os EUA abriram uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras consideradas desleais, envolvendo o Pix, no âmbito da Seção 301. A apuração pode resultar em novas sanções e medidas protecionistas.

Alckmin afirmou que a investigação não faz sentido e defendeu esclarecer o funcionamento do Pix. Ele destacou que o modelo brasileiro é amplamente utilizado como referência.

Caso Ramagem

As relações diplomáticas ficaram tensas após a expulsão de um delegado da PF que atuava nos EUA e participou da prisão de Ramagem. O governo brasileiro reagiu com reciprocidade, elevando a tensão entre as autoridades dos dois países.

Ramagem, cassado em 2025, foi detido nos EUA em Orlando por visto vencido e condenado em processo ligado a atividades golpistas. Ele receberá avaliação de pedido de asilo, segundo as autoridades norte-americanas.

A PF informou que a prisão ocorreu com base na cooperação entre os dois países, enquanto os EUA sustentaram a verificação do status migratório. O governo brasileiro prometeu manter o diálogo, com cautela nas medidas de cooperação.

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