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Militante brasileiro tem prisão prorrogada em Israel; vínculos com Hamas

Prisão de ativista brasileiro em Israel é prorrogada por mais seis dias, enquanto investigações apontam para possíveis vínculos com Hamas, negados pela defesa

O ativista brasileiro Thiago Ávila, durante audiência no Tribunal de Magistrados de Ashkelon nesta terça-feira (5) (Foto: Magda Gibelli/EFE)
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  • O Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou por mais seis dias a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, da Flotilha Global Sumud, acusado de crimes de terrorismo após prisão em águas internacionais na quinta-feira passada.
  • A prorrogação ocorre após outra extensão já determinada no domingo, sob a justificativa de uma investigação complicada e para dar continuidade às diligências.
  • Ávila e o ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek, também detido, estão sendo interrogados pela inteligência interna de Israel (Shin Bet) e ambos negam vínculos com o Hamas.
  • A flotilha interceptada próximo à Grécia transportava ajuda humanitária para a Faixa de Gaza; alguns ativistas seguiram viagem, enquanto outros foram detidos por Israel.
  • A defesa afirma que a interceptação foi ilegal e descreve entrevistas longas, com relatos de pressão e ameaças durante os interrogatórios; autoridades israelenses não comentaram as acusações.

O Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou na terça-feira (5) a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, da Flotilha Global Sumud, por mais seis dias. A custodiar alega crimes de terrorismo após a prisão em águas internacionais na última quinta-feira (30). A prorrogação ocorre após uma primeira extensão no domingo (3), em meio a uma investigação considerada complexa.

Mais de cem ativistas interceptados pela flotilha permanecem detidos, com 175 pessoas em operação anterior que visava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A intervenção ocorreu após parte dos barcos terem sido interceptados em águas próximas à Grécia, segundo a imprensa regional.

Representação legal e acusações

O centro jurídico Adalah, que representa Ávila e o ativista Saif Abukeshek, afirma que a audiência durou cerca de meia hora e que o Shin Bet solicitou a nova prorrogação. Ambos negam vínculos com o Hamas, conforme informações da defesa.

A defesa sustenta que a interceptação da flotilha foi ilegal. Ávila relata interrogatórios longos, com ameaças de prisão perpétua e restrições severas, segundo a defesa. Autoridades israelenses não se pronunciaram sobre as acusações ou os relatos de maus-tratos.

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