- Um pastor, Motu Sodi, e sua família foram agredidos em duas noites seguidas por supostas acusações de conversões religiosas em Sukma, no estado de Chhattisgarh, Índia.
- As agressões ocorreram no dia 13 de abril, quando dois homens de uma comunidade tribal lideraram a ataque com apoio de moradores, usando pedaços de madeira.
- A esposa do pastor recebeu traumatismo craniano e perdeu muito sangue; a irmã, que não é cristã, teve a audição comprometida; a sobrinha de dezoito anos ficou ferida no rosto.
- No dia seguinte, os agressores registraram uma denúncia contra o pastor por suposta conversão ilegal e voltaram à casa da família para uma nova agressão.
- A polícia registrou o caso como briga relacionada a disputas de terras, apesar das alegações de violência motivada pela fé; a família só recebeu atendimento médico dias depois, e o clima na aldeia permanece tenso.
Um pastor indiano e sua família foram agredidos em duas noites seguidas por acusações de conversões religiosas, em uma aldeia do estado de Chhattisgarh. O episódio ocorreu no dia 13 de abril, no distrito de Sukma, e envolveu uma multidão que cercou a residência onde funciona uma igreja.
Segundo o Morning Star News, dois homens religiosos tribais lideraram a ação, acompanhados por moradores locais. Na casa, Motu Sodi, sua esposa, a irmã (não cristã) e uma sobrinha foram atacados com pedaços de madeira. O pastor afirmou que apenas os dois agressores avançaram contra eles.
As agressões deixaram ferimentos internos no pastor e traumatismo craniano na esposa, que perdeu muito sangue e não recebeu atendimento imediato. A irmã teve a audição comprometida e a sobrinha, ferimentos no rosto. A família foi avisada de expulsão da aldeia e de suas propriedades.
Novo ataque
No dia seguinte, os mesmos homens teriam registrado uma denúncia de conversão religiosa ilegal contra o pastor. Ao retornar à casa, houve nova agressão. Ao procurar a polícia, o pastor disse ter sido registrado como briga por disputa de terras, sem reconhecimento da violência motivada pela fé.
A polícia não acolheu inicialmente a denúncia de violência, segundo o pastor, que afirmou ter sido orientado a não realizar reuniões cristãs na aldeia. A família só recebeu atendimento médico dias depois, após insistirem junto às autoridades. Informou ainda que novas tentativas de invasão ocorrem durante a madrugada.
Ao longo dos anos, Motu Sodi, convertido há mais de 15 anos, fundou uma igreja em casa há uma década. A família vive no mesmo lar há quatro gerações. Segundo ele, cerca de 25 pessoas de sete famílias da aldeia participam das atividades religiosas.
A organização de defesa de cristãos divulgou que a Índia ocupa a 12ª posição na Lista Mundial de Vigilância 2026. A publicação avalia a perseguição de fiéis ao redor do mundo, incluindo incidentes na região central do país. Fonte citada: Morning Star News.
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