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Abertura comercial traz ganhos ao setor, aponta análise

Com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia, quem investiu em qualidade e pesquisa ganha espaço, enquanto o protecionismo perde importância

Natalia Beauty
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  • O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor em 1º de maio, após 26 anos de negociação.
  • O pacto zerou tarifas para 91% dos bens europeus que entram no Mercosul e para 95% dos produtos brasileiros que vão para a Europa.
  • Setores como saúde, bem-estar e estética podem sentir o impacto, com importação de equipamentos europeus a preços mais baixos e maior concorrência.
  • Quem investiu em qualidade, método e equipe formada pode se beneficiar, enquanto quem dependia de protecionismo pode enfrentar pressão de concorrência.
  • O acordo é visto como oportunidade para o Brasil competir de igual para igual, impulsionando cosméticos, métodos nacionais e serviços locais.

Ao acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor em 1º de maio, após 26 anos de negociações. O bloco soma 720 milhões de consumidores, com tarifas zeradas sobre 91% dos bens europeus e 95% dos nossos para lá. O tema agrada e preocupa de forma pareja.

Para o setor de saúde, bem-estar e estética, o efeito depende de quem avalia a abertura. Clínicas com equipamentos sem certificação podem sentir pressão de preços com a entrada de aparelhos europeus mais baratos. Profissionais com formação básica enfrentam competição maior.

Quem investiu em tecnologia, treinamento e pesquisa tende a se beneficiar. O laser de origem europeia pode ficar mais acessível, assim como ativos cosméticos suíços que antes enfrentavam taxação elevada. O consumidor pode ter acesso a produtos de maior qualidade.

Impacto no setor de beleza e cosméticos

A abertura não é benefício apenas para grandes empresas; funciona como filtro. Quem fez a lição de casa vence o protecionismo velado, enquanto o mercado protegido fica mais exposto à concorrência. A mudança pode acelerar inovação local.

Para a indústria brasileira, a mudança representa oportunidade de competir em igualdade com referências internacionais. O país já produz conhecimento e profissionais qualificados. Com regras estáveis, há chance de ampliar exportações para a Europa.

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