- Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em dois mil e vinte e três, está hospitalizada em caráter de urgência por problemas cardíacos após piora no fim de semana.
- A ativista tem cinquenta e quatro anos e permanece presa no Irã desde dezembro, após criticar autoridades religiosas durante um funeral.
- Ela foi transferida, no início de maio, da prisão de Zanjan para um hospital da região devido à deterioração de sua saúde.
- Segundo a fundação da ativista, Mohammadi teria sofrido dois ataques cardíacos em vinte e quatro de março e um de maio.
- Apoiadores internacionais, incluindo a organização Repórteres sem Fronteiras, apontam risco de morte e cobraram ações, enquanto a família vive em Paris.
Narges Mohammadi, ativista iraniana e vencedora do Nobel da Paz, foi hospitalizada com urgência por problemas cardíacos no último fim de semana. A informação foi confirmada nesta terça-feira pela advogada da militante. Mohammadi tem 54 anos e está presa no Irã desde 2013, reconhecida mundialmente pelo trabalho em defesa dos direitos humanos.
Ela foi transferida, no início de maio, da prisão de Zanjan, no norte do país, para um hospital da região, em meio a uma deterioração acentuada de sua saúde. A fundação que a apoia detalhou que Mohammadi teria sofrido dois ataques cardíacos nos meses de março e maio.
A família, incluindo dois filhos adolescentes e o marido, reside em Paris. Mohammadi já foi presa e julgada diversas vezes nos últimos 25 anos por atividades consideradas contrárias ao regime, incluindo críticas à pena de morte e ao hijab obrigatório.
Condição de saúde e contexto
Segundo a advogada, o estado de saúde atual é grave e a ativista corre risco de morte caso não receba atendimento adequado rapidamente. A organização Repórteres sem Fronteiras, com atuação no caso, também informou que há perigo real e que ações devem ser tomadas com rapidez.
Histórico e implicações judiciais
Mohammadi foi presa em Mashhad após críticas durante um funeral, em dezembro. Em fevereiro foi condenada a seis anos de prisão por suposta ameaça à segurança nacional, além de mais 18 meses por propaganda contra o sistema islâmico. Ela já iniciou greve de fome para protestar contra as condições da prisão.
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