- O Departamento de Estado dos EUA revogou vistos de turista de cinco de sete membros do conselho do jornal La Nación, principal veículo da Costa Rica.
- La Nación tem sido crítico ao presidente Rodrigo Chaves, aliado de Donald Trump.
- A medida ocorre em meio a atritos entre o governo de Chaves e o jornal, que já publicou reportagens sobre denúncias envolvendo o presidente no passado.
- Os dois membros remanescentes do conselho possuem passaportes de países que não exigem visto para entrar nos EUA.
- Analistas avaliam que a decisão pode ter efeito imediato de inibição do debate público na Costa Rica; o Departamento de Estado não comentou o caso de imediato.
O Departamento de Estado dos EUA cancelou vistos de turismo para mais da metade dos membros do conselho do principal jornal da Costa Rica, La Nación. A medida atinge representantes que participam da diretoria do veículo.
La Nación tem sido crítico do presidente Rodrigo Chaves, aliado de Washington e próximo a Donald Trump. A decisão ocorre em meio a uma relação tensa entre o governo costarriquenho e o veículo.
Historicamente, a imprensa costarriquenha publicou denúncias que envolveram Chaves durante a campanha de 2022, incluindo acusações de assédio sexual e de financiamento de campanha irregular. O presidente nega as acusações.
Contexto político
Chaves tem adotado um tom duro com a imprensa que o critica, acusando-a de fazer jornalismo adversário e de tentar desestabilizar sua gestão. A relação com o governo norte-americano ganhou reforço com acordos de cooperação em temas de segurança e migração.
O governo dos EUA tem seguido uma linha de restrições a estrangeiros considerados críticos de políticas locais. Analistas afirmam que a medida pode enviar sinal de endurecimento às elites costarriquenhas.
Reações e desdobramentos
Os membros da La Nación informaram que cinco dos sete diretores tiveram os vistos revogados, enquanto dois detêm passaportes de países que não requerem visto para entrada nos EUA. A redação do jornal ainda não fez comentários formais.
Especialistas destacam que o episódio se insere em um padrão de penalizações a opositores políticos ou críticos no país. A situação levanta perguntas sobre impactos no debate público e na liberdade de imprensa no curto prazo.
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