- Israel atacou Beirute pela primeira vez desde o cessar-fogo com o Hezbollah, mirando um comandante da força Radwan nos subúrbios sul de Beirute; Netanyahu e Israel Katz divulgaram a operação, mas a morte não foi confirmada de imediato.
- O cessar-fogo envolve acordos entre Estados Unidos e Irã, e a interrupção dos ataques no Líbano era uma exigência de Teerã.
- O Hezbollah respondeu com foguetes e drones contra soldados israelenses; Israel disse ter interceptado uma aeronave hostil e atacado infraestrutura do grupo no Líbano.
- O governo libanês pediu evacuação de aldeias ao norte do rio Litani; as negociações entre Israel e Líbano seguem, em grande parte, no nível de embaixadores.
- O conflito já deixou milhares de mortos desde 2 de março, com acusações mútuas de ataques e ataques aéreos; as perdas incluem civis no sul do Líbano e militares em ambos os lados.
Israel atacou Beirute nesta quarta-feira, pela primeira vez desde o cessar-fogo com o Hezbollah no mês passado. A operação, segundo o governo israelense, visava um comandante da força de elite Radwan, localizado nos subúrbios ao sul da capital libanesa.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz divulgaram o ataque em comunicado conjunto. A imprensa local informou a morte do comandante circundante, mas nem o Exército de Israel nem o Hezbollah confirmaram oficialmente o desfecho.
O cessar-fogo no Líbano integra a trégua mais ampla entre EUA e Irã e dependia de contenção de ataques israelenses. As informações indicam que o ataque pode ameaçar esse acordo.
Desdobramentos e respostas
O Hezbollah, aliado do Irã, respondeu com disparos de foguetes e drones contra soldados israelenses no sul do Líbano. Em resposta, o Exército de Israel afirmou ter alvejado infraestrutura do grupo no Líbano.
Israel havia pedido a evacuação de moradores de várias aldeias ao norte do rio Litani, sugerindo possível expansão da zona de atuação. Tropas israelenses permaneceram em áreas ao sul do Litani.
Contexto diplomático e balanço
As negociações entre Israel e Líbano permanecem ativas, porém advance apenas no nível de embaixadores. O premier libanês Nawaf Salam destacou que é prematuro discutir encontro de alto nível.
Salam indicou que fortalecimento do cessar-fogo deve nortear futuras negociações. O governo libanês trabalha para limitar armas sob controle estatal, visando desarmar o Hezbollah.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, já havia afirmado que o momento não privilegiava reunião com Netanyahu, reforçando que avanços de segurança devem ocorrer antes de qualquer diálogo entre autoridades dos dois países.
Contexto da região
Washington sediou, no mês anterior, duas reuniões entre embaixadores de Israel e Líbano. O Hezbollah se opõe aos contatos, mantendo posição pressionada pela rede de aliados no Irã. Desde 2 de março, a escalada já resultou em milhares de mortos e danos estruturais.
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