- Ucrânia acusa a Rússia de violar o cessar-fogo unilateral decretado para terça e quarta, durante a noite.
- Ataques russos foram registrados ao longo da madrugada, especialmente em Kharkiv e Zaporíjia, com um morto e três feridos.
- Sirenes de alerta foram acionadas em várias regiões; em Zaporíjia houve ataque a uma instalação industrial.
- O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia disse que a Rússia lançou 108 drones e três mísseis, apontando rejeição à paz.
- Zelensky afirmou que Kiev responderá de maneira recíproca a qualquer violação da trégua, em meio a dificuldades para negociações de paz.
O governo da Ucrânia acusou a Rússia nesta quarta-feira (6) de violar durante a noite o cessar-fogo unilateral decretado para esta terça e quarta por Volodymyr Zelensky. Ataques russos foram registrados na madrugada, principalmente contra Kharkiv e Zaporíjia, com 1 morto e 3 feridos.
Sirenes de alerta tocaram em várias regiões do país na manhã de hoje. Em Zaporíjia, autoridades relataram um ataque a uma instalação industrial, sem detalhes sobre danos.
A trégua foi anunciada por Zelensky na segunda-feira (4) em resposta a um cessar-fogo proclamado por Vladimir Putin para celebrar o Dia da Vitória. Moscou não confirmou ou acatou a trégua proposta por Kiev.
Segundo o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, a Rússia lançou 108 drones e 3 mísseis. Ele explicou que os ataques indicam rejeição de paz por parte de Moscou e citou supostos “falsos” apelos de cessar-fogo para o 9 de maio.
Zelensky afirmou que Kiev responderia de forma recíproca a qualquer violação da trégua. O anúncio de uma pausa humana nas hostilidades foi considerado por autoridades ucranianas como esforço para as celebrações, não como abertura para negociações estáveis.
O período anterior foi marcado por forte violência: na terça-feira anterior, houve um dos dias mais violentos do conflito, com 28 mortes na Ucrânia, conforme balanço divulgado hoje.
Analista ucraniano vê a trégua anunciada por Kiev como manobra tática. Segundo Volodymyr Fessenko, se a Rússia não respeitar, a Ucrânia pode não respeitar a contraproposta, o que fragiliza o esforço diplomático. A avaliação foi publicada pela AFP.
Fonte: agências internacionais. Não foram citadas fontes adicionais neste texto.
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