- O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, disse que é prematuro falar de reunião de alto nível com Israel, defendendo um cessar-fogo eficaz como base para negociações.
- Salam afirmou que a retirada de Israel é a exigência mínima para considerar retomar conversas entre Beirute e Jerusalem.
- O governo libanês quer manter o monopólio estatal sobre o uso da força e busca desarmar o Hezbollah, antes de avanços em negociações.
- Israel mantém uma zona de segurança de até 10 quilômetros no sul do Líbano, enquanto ataques entre Israel e Hezbollah seguem.
- O conflito já deixou mais de 2.700 mortos, com ataques que atingiram Zelaya e infraestruturas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano; Israel diz ter atingido alvos do Hezbollah e sido alvo de foguetes e drones.
O Líbano busca um cessar-fogo efetivo antes de retomar negociações com Israel. O primeiro-ministro Nawaf Salam disse que é prematuro falar de reunião de alto nível, e que o fortalecimento do cessar-fogo é condição básica para qualquer nova rodada em Washington.
Salam afirmou que o objetivo é manter a paz e evitar normalização com Israel, mas com exigência mínima de cronograma para a retirada de Israel do território libanês. A declaração foi divulgada pela Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA).
As negociações de alto nível entre Beirute e Telavive seguem em suspenso, refletindo disputas entre o governo libanês e o Hezbollah, aliado do Irã. Washington promoveu encontros entre embaixadores dos dois países nos EUA, após o início do conflito em 2 de março.
Ataques continuam
Aoun também afirmou que não há momento adequado para reunião com Netanyahu, até que haja acordo de segurança e interrupção dos ataques. O Líbano mantém uma zona de segurança declarada no sul do país.
O Hezbollah e Israel permanecem em troca de ataques. O Ministério da Saúde do Líbano informou mortes em Zelaya, no sul, em ataque aéreo israelense. O Exército libanês aponta ataques com drones e foguetes contra soldados israelenses.
O Exército de Israel informou disparos do Hezbollah contra o território israelense desde 2 de março e indica que 17 soldados morreram no sul do Líbano, além de civis no norte de Israel. As informações de conflitos continuam a aumentar a tensão regional.
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