- Um funcionário da Casa Branca confirmou a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Washington.
- As pautas previstas incluem corrida tecnológica (robótica, inteligência artificial) e o mercado de carros elétricos, além da questão das terras raras brasileiras, onde há a segunda maior reserva do mundo.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia confirmado a ida de Lula a Washington, para “fortalecer a relação bilateral”.
- Especialistas destacam a relevância das terras raras para os EUA, que buscam reduzir dependência tecnológica diante da China.
- O último encontro entre Lula e Trump ocorreu em outubro de 2025, na Malásia, durante a cúpula da Asean, quando Lula defendia a retirada de tarifas dos EUA.
No White House, Washington, foi confirmada a reunião entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente dos EUA Donald Trump. A confirmação veio a partir de um funcionário da Casa Branca nesta terça-feira (5), em conjunto com agências internacionais. As pautas a serem discutidas incluem tecnologia, robótica, inteligência artificial e o mercado de carros elétricos, além de questões ligadas a terras raras.
A agenda também envolve a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos, com autoridades brasileiras destacando a relevância de fortalecer laços estratégicos. Nesse contexto, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) já havia informado, na segunda-feira (4), que Lula iria a Washington, mesmo sem constar da agenda oficial. Analistas ressaltam a importância das terras raras, insumos-chave para smartphones, sistemas de defesa e outras tecnologias.
O histórico de encontros entre Lula e Trump é recente. O último encontro ocorreu em outubro de 2025, na Malásia, durante a cúpula da Asean, quando Lula pediu a retirada de tarifas norte-americanas e as negociações bilaterais avançaram. Economistas veem potencial no tema das terras raras diante da concentração tecnológica global e da presença norte-americana no setor.
Contexto recente
Segundo o professor Daniel Vargas, da FGV, ainda não está claro quais seriam as intenções de Trump. Ele aponta que os EUA enfrentam desafios relacionados à dominância tecnológica chinesa e que as terras raras podem entrar como elemento estratégico.
Perspectivas econômicas
Para Frederico Junkert, jurista, as pautas de tecnologia e terras raras devem competir espaço com outros temas relevantes para o Brasil, incluindo o mercado de veículos elétricos e a posição brasileira nas reservas. Empresas internacionais costumam acompanhar de perto esse tipo de discussão, pela possibilidade de ajustes em cadeias de suprimento e investimentos.
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