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Surto de hantavírus em navio de luxo mobiliza OMS e gera atrito diplomático

OMS acompanha surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius; desembarque aguarda acordo político entre governo espanhol e Canárias

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  • O cruzeiro de luxo MV Hondius teve três mortos por hantavírus e todos os ocupantes permanecem assintomáticos, segundo o governo da Espanha.
  • O navio, com bandeira holandesa, começou a rota em Ushuaia e seguiu sem desembarcar após a detecção do vírus, que pode causar febre hemorrágica e insuficiência respiratória.
  • Passageiros estrangeiros serão repatriados; 14 espanhóis a bordo serão transferidos a uma unidade hospitalar em Madri sob rígido isolamento.
  • As Ilhas Canárias resistem ao desembarque, com o governo regional alegando falta de dados técnicos suficientes para garantir a segurança, e solicitando audiência com o presidente do governo espanhol.
  • O Ministério da Saúde defende a assistência humanitária e logística, afirmando que as Canárias são o ponto mais próximo para triagem médica e quarentena, enquanto o impasse aguarda definição política para iniciar os exames.

O governo da Espanha confirmou que todos os ocupantes do cruzeiro MV Hondius permanecem assintomáticos desde o surto de hantavírus que já deixou três mortos. O navio, com bandeira holandesa, ficou no centro de uma crise sanitária e diplomática mobilizando a OMS. A rota iniciou em Ushuaia, Argentina, mas foi interrompida pelo detecção do vírus.

O hantavírus, transmitido por roedores, pode evoluir para quadros graves, como febre hemorrágica e insuficiência respiratória. A situação depende de um acordo político para permitir o resgate seguro em solo europeu, com evacuação ainda pendente.

A ministra da Saúde espanhola, Mónica García, detalhou o protocolo de evacuação para passageiros isolados. Estrangeiros devem ser repatriados, enquanto 14 espanhóis serão transferidos para uma unidade hospitalar em Madri, sob rígido isolamento.

Resta resistência das autoridades locais das Ilhas Canárias para o desembarque na ilha de Tenerife. O governo regional sustenta que não houve compartilhamento de dados técnicos suficientes para garantir a segurança da população do arquipélago.

O líder regional das Canárias, Fernando Clavijo, criticou a decisão em entrevista à rádio e pediu audiência emergencial com o primeiro-ministro Pedro Sánchez para contestar a autorização de atracagem. O impasse ocorre enquanto o MV Hondius se dirige ao arquipélago, após deixar Cabo Verde.

O Ministério da Saúde sustenta que a Espanha tem obrigação humanitária e técnica de ajudar os passageiros e a tripulação. Em nota, o governo afirma que Tenerife é o ponto logístico mais próximo capaz de realizar a triagem complexa exigida pelo protocolo internacional.

A pasta reiterou que a Espanha não mede esforços para iniciar a triagem clínica e concluir a quarentena dos sobreviventes assim que houver acordo para operações de solo. O desfecho depende de decisão política para permitir o desembarque seguro.

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