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Suspeitos israelenses acusados de suborno após apostas sobre ataques ao Irã

Suspeitos israelenses são acusados de usar informações confidenciais para apostar em ataques a Irã no Polymarket, ampliando alerta sobre insider trading em mercados de guerra

Smoke rises after a reported Israeli strike on a building used by the Islamic Republic of Iran News Network on 16 June 2025 in Tehran, Iran.
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  • Autoridades israelenses acusam Omer Ziv e um major da reserva da força aérea de suborno, crimes de segurança e obstrução de justiça por supostamente usarem informações confidenciais para apostar no Polymarket sobre o timing de operações militares contra o Irã.
  • A denúncia envolve ganhos de cerca de US$ 156 mil entre junho de 2025 e janeiro de 2026, com contas associadas a Ziv apostando em ataques, incluindo o “Operação Leão Rugidor” que teria ocorrido próximo à meia-noite. Ganhos totais da dupla naquele período teriam chegado a pouco mais de US$ 152 mil.
  • A identidade do major é mantida sob sigilo por motivos de segurança; os dois seguem detidos até o julgamento, com 45 testemunhas convocadas pela acusação.
  • Segundo a acusação, Ziv enviou ao major capturas de tela comprovando os lucros; o major repassou informações sobre o momento dos ataques, que teriam permitido aos dois aumentar as apostas.
  • O caso levanta preocupações sobre uso de informações privilegiadas em mercados de previsão ligados a guerras e a possível fronteira entre especulação financeira e obtenção de segredos de Estado.

Dois suspeitos israelenses foram acusados de corrupção, espionagem agravada e obstrução de justiça por supostamente usar informações classificadas para apostar no momento de operações militares em Polymarket. As apostas ocorreram entre junho de 2025 e janeiro de 2026, envolvendo Israel e Irã. Os casos estão ligados a operações militares que provocaram ampla repercussão regional.

Segundo a acusação, um homem de 30 anos, identificado apenas como Omer Ziv, de Tel Aviv, e um major da reserva da Força Aérea Israelense teriam colaborado para lucrar com essas apostas. Ziv utilizaria diversas contas na plataforma Polymarket para colocar apostas com seus próprios recursos, enquanto o major forneceria informações sigilosas sobre o timing das ações.

A investigação levou a prisão dos dois em fevereiro, com a solicitação de manter os suspeitos presos até o fim do processo. Em Israel, 45 testemunhas foram convocadas para depor, e o caso tramita em segredo de justiça, sujeito a decisões judiciais sobre o alcance da divulgação de informações.

Até o momento, a identidade do segundo suspeito permanece sob sigilo por questões de segurança nacional. A defesa de ambos ainda não apresentou manifestações públicas. O Ministério Público afirmou que há indícios de uso de informações não públicas para lucrar com as apostas, que teriam totalizado mais de 150 mil dólares em ganhos durante o período analisado.

Os relatos apontam que as apostas teriam sido feitas em várias contas criadas especificamente para esse fim, com mensagens trocadas entre os envolvidos. Em uma das etapas, o major teria sido informado de que uma operação ocorreria antes da meia-noite, levando Ziv a intensificar as apostas.

O caso reacende debates sobre o papel de mercados de previsão em contextos de conflito. Especialistas ressaltam riscos de uso de informações sensíveis para ganhos financeiros, em meio a uma crescente preocupação com práticas de insider trading nesses ambientes digitais. A defesa avalia apresentar argumentos sobre irregularidades no inquérito e condução da investigação.

Fontes próximas ao processo informam que, além de este caso, outros reservistas também foram presos por suspeitas similares, mas foram liberados. O andamento do julgamento ainda depende de novas audiências e da apresentação de provas. O portal não recebeu respostas oficiais dos representantes legais dos investigados.

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