- A Casa Branca aprovou um plano para demitir o comissário da FDA, Marty Makary, após uma série de atritos com o governo de Trump.
- O Wall Street Journal informou, em primeira mão, que Trump planejava a demissão, ainda que duas assessoras da Casa Branca tenham dito que a decisão não era definitiva.
- A saída tende a ocorrer após críticas de aliados de Trump, apoiadores de Kennedy, imprensa conservadora, farmacêuticas e grupos antiaborto.
- Makary enfrentava pressão por uma revisão de segurança da pílula abortiva e por críticas à condução da agência em relação a cigarros eletrônicos aromatizados; Trump também reclamava da velocidade de aprovação desses itens.
- A Casa Branca avalia indicar Kyle Diamantas, atual vice-comissário, como comissário interino, enquanto nomes como Stephen Hahn e Brett Giroir são citados entre potenciais substitutos permanentes.
A Casa Branca aprovou um plano para demitir o comissário da FDA, Marty Makary, segundo pessoas próximas ao tema. O objetivo é promover uma troca de liderança no órgão regulador de saúde dos EUA. O WSJ informou a medida nesta sexta-feira, 8 de agosto.
Duas assessoras da Casa Branca disseram que a decisão ainda não é definitiva. Outra fonte afirmou ter sido informada de que Trump já sinalizou apoio à medida. O porta-voz Kush Desai informou que a administração busca vitórias para o povo americano, sem comentar o caso específico.
Makary enfrentava críticas por decisões sobre terapia contra câncer, pílula abortiva e cigarros eletrônicos. A FDA já rejeitou a terapia RP1 para melanoma duas vezes, medida citada por aliados de Trump como exemplo de atrito. Makary declarou, em entrevista, que decisões vieram de cientistas.
A pressão sobre Makary aumenta por demandas por uma revisão de segurança da pílula abortiva. Grupos antiaborto e autoridades da Casa Branca discutem próximos passos para o tema, com reação de setores conservadores da imprensa e aliados políticos.
A Casa Branca avalia nomes para comandar a FDA de forma interina. Entre os cotados está Kyle Diamantas, vice-comissário da FDA e chefia do grupo de alimentos. Outros nomes discutidos incluem Stephen Hahn, ex-comissário, e Brett Giroir, ex-secretário-adjunto de Saúde.
O governo não havia comentado o andamento do processo. Fontes afirmam que a nomeação definitiva pode depender de consultas internas e de respostas a controvérsias recentes sobre segurança de medicamentos. A Reuters também acompanhava o debate, segundo apurações.
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