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Epstein obteve objetos do local mais sagrado do Islã para mesquita na ilha caribe

Documentos do DOJ mostram como Epstein usou redes internacionais para adquirir tapeçarias de Meca e itens sagrados para a mesquita na ilha caribenha

Jeffrey Epstein (à direita) e Sultan Ahmed bin Sulayem olham para uma tapeçaria de Caaba.
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  • Documentos do Departamento de Justiça revelam que Epstein tentou construir na Little Saint James uma estrutura azul e branca, que descrevia como “mesquita”, com finalidade ligada à sua ilha particular.
  • Ele buscou tapeçarias de Meca e itens sagrados, como a Kiswa, com apoio de contatos no Oriente Médio, incluindo diplomatas e assessores da realeza saudita.
  • O edifício na ilha era descrito em mensagens como sala de música, hammam ou templo, mas Epstein o chamava de mesquita em várias ocasiões.
  • Epstein aproxima-se do príncipe Mohammed bin Salman por meio de um diplomata norueguês, buscando assessoria financeira e propostas ousadas; ao menos uma visita ocorre em Nova York.
  • Em dois mil e dezessete itens chegam à ilha; parte é danificada pelo furacão Maria; Epstein morre em mil novecentos e dezenove e a ilha é transferida a um fundo privado.

Epstein revelou detalhes sobre um edifício na sua ilha particular no Caribe, que ele chamava de mesquita. Documentos oficiais mostram como seus contatos ajudaram a trazer tapeçarias de Meca para o local. A história envolve mansões, arte e relações diplomáticas.

As mensagens e registros, liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA, mostram Epstein buscando autorização para um espaço com design islâmico, originalmente descrito como hammam, sala de música ou pavilhão. O foco era o uso de azulejos, tapeçarias e uma cúpula dourada.

Em Nova York, Epstein aparece ao lado de Saddam bin Sulayem, executivo de Dubai, em 2014, observando uma tapeçaria estendida na casa dele. Bin Sulayem acabou deixando cargos após ligar-se ao financista, que faleceu em 2019 durante julgamento por tráfico sexual.

Construção e objetos importados

Entre 2003 e 2011, Epstein mandou projetos de design islâmico e pediu itens de origem árabe para as paredes internas. Um artista romeno foi contratado para trabalhar no projeto, que Epstein chamava repetidamente de sua mesquita.

A relação com Terje Rød-Larsen, diplomata norueguês, abriu portas para a Arábia Saudita. Conversas com Raafat Al-Sabbagh e Aziza Al Ahmadi centraram-se em encontros com Mohammed bin Salman, o príncipe herdeiro, e propostas como propostas de moeda.

Em 2017, itens fornecidos pela Arábia Saudita chegaram à ilha, incluindo tapeçarias ligadas à Caaba no santuário de Meca. Oficinas reais produziram a Kiswa, a cobertura da Caaba, avaliada em milhões de dólares.

Desdobramentos

Desastres naturais no Caribe atingiram a ilha durante o furacão Maria, afetando parte das peças. A relação com o reino se complicou após a prisão de Epstein em 2019, que também envolveu divulgação de detalhes de seu acordo de imunidade.

Os registros mostram que Epstein planejava associar-se a Mohammed bin Salman como consultor financeiro, além de propor ideias radicais, como uma moeda comum para muçulmanos. A investigação atual aponta para uma rede de contatos complexa.

A viabilidade do espaço na ilha e as remessas de objetos sagrados permanecem sob escrutínio. As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre a procedência de cada item nem sobre o destino final das tapeçarias recebidas.

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