- Os EUA voltarão a cobrar tarifas mais altas sobre produtos da União Europeia se Bruxelas não cumprir os compromissos do acordo até quatro de julho.
- Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, afirmou no programa da Fox Business que conversou com autoridades europeias e está atento ao cumprimento.
- O presidente Donald Trump deu prazo até quatro de julho para a UE manter a sua parte do acordo, sob o risco de elevar tarifas sobre carros e outros produtos a níveis muito mais altos; anteriormente houve a ameaça de chegar a vinte e cinco por cento.
- As tensões com a UE foram amenizadas temporariamente, mas permanecem disputas sobre a guerra no Oriente Médio e o papel dos aliados da Otan.
- Greer disse que a UE se comprometeu a reduzir tarifas industriais para zero, oferecer acesso agrícola sem impostos e revisar barreiras regulatórias, mas, segundo ele, nada foi implementado até o momento.
Os EUA vão retomar tarifas mais altas sobre produtos da União Europeia caso Bruxelas não cumpra os compromissos do acordo comercial até 4 de julho. A informação foi anunciada pelo representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, nesta sexta-feira.
Greer afirmou, durante o programa Mornings with Maria, que manteve conversas com autoridades de países europeus e da UE durante visita à Europa. Segundo ele, há alinhamento entre as partes sobre mudanças necessárias, mas o cumprimento ainda não ocorreu.
O governo americano ressaltou que, se a UE não cumprir, haverá retomada da estrutura tarifária anterior para a UE, incluindo carros. A medida volta a ser adotada após as promessas de redução de tarifas industriais e abertura de acesso a produtos agrícolas.
Trump: prazo de 4 de julho para cumprimento
O presidente Donald Trump disse, na quinta-feira, que dará até 4 de julho para a UE manter sua parte do acordo, sob pena de aumento das tarifas. A elevação prevista incluir carros e caminhões, avançando de 15% para patamares mais altos.
A estratégia de Washington busca pressão para a UE cumprir obrigações do acordo. A postura ocorre em meio a tensões sobre a guerra no Oriente Médio e a participação de aliados da OTAN no conflito, segundo relatos públicos.
Contexto e desdobramentos
A UE sinalizou acordo com a promessa de reduzir tarifas industriais para zero com os EUA. Além disso, previa eliminar barreiras não tarifárias e facilitar o comércio agrícola. Até agora, segundo Greer, nenhum compromisso foi implementado pela UE.
A Suprema Corte dos EUA anulou tarifas que motivaram as negociações iniciais, o que atrasou a tramitação no Parlamento Europeu. Greer aponta que as mudanças varriam grande parte do acordo, sem avanços perceptíveis da parte europeia.
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