- Lula disse estar otimista após a reunião na Casa Branca com Donald Trump e pediu que os ministros resolvam questões comerciais em até 30 dias, buscando um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos.
- O presidente brasileiro reforçou abertura a investimentos norte-americanos em data centers e minerais estratégicos, desde que haja custo de energia adequado para a produção.
- Os dois países concordaram em se reunir novamente em cerca de um mês para tentar encerrar a disputa comercial aberta no ano passado.
- Questões como o PIX não foram discutidas na reunião, assim como a possibilidade de designar grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas.
- O encontro também abordou cooperação contra crime organizado e contrabando, com o Brasil apresentando propostas para ampliar a colaboração e combater lavagem de dinheiro e questões alfandegárias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump participaram de uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, 7, para tratar de questões comerciais e cooperação entre Brasil e EUA. O encontro foi considerado produtivo, com sinalização de avanço em direções de aproximação.
Lula disse estar otimista e sugeriu que seus ministros fechem um acordo sobre a disputa comercial em até 30 dias. O objetivo é chegar a uma solução que permita avanços bilaterais, inclusive em temas que afetam o comércio entre os dois países, como parte de reduzir a influência chinesa na região.
O brasileiro reforçou abertura a investimentos dos EUA em minerais estratégicos e em data centers, condicionando a custos de energia. Também destacou interesse em aumentar a cooperação contra o crime organizado e apontou a criação de coalizão regional para enfrentar o tráfico de drogas e armas.
Cooperação econômica e tecnológica
Os EUA veem o Brasil como parceiro importante em minerais críticos, incluindo terras raras, e discutiram concessões para fortalecer investimentos em indústria e infraestrutura. Lula enfatizou que a cooperação pode incluir projetos de licitação internacional envolvendo rodovias e ferrovias, com participação americana.
As autoridades brasileiras apresentaram propostas para ampliar a cooperação em questões alfandegárias e de lavagem de dinheiro, além de reforçar o combate a grupos criminosos. O Ministério da Fazenda indicou que as negociações caminham para um acordo nessa área.
Caminhos futuros
Trump elogiou o encontro em redes sociais, citando a possibilidade de novas reuniões nos próximos meses e sugeriu interesse em alívio tarifário para algumas pautas. A última reunião entre ambos ocorreu após o alinhamento de posições no âmbito regional, com restart de laços diplomáticos.
O encontro ocorreu em contexto de tensões comerciais entre Brasil e EUA, com investigações em curso sobre práticas do Brasil na Seção 301. O governo brasileiro também enfrenta tarifas sobre o aço importado pelos EUA.
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