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Irã apresenta nova oferta sobre urânio em resposta aos EUA, aponta WSJ

Irã propõe diluir parte do urânio altamente enriquecido e enviá-lo a terceiro país, em resposta aos EUA, sem desmantelar instalações nucleares

Uma mulher passa em frente a um outdoor anti-EUA que retrata o presidente americano Donald Trump e o Estreito de Hormuz, em Teerã, no Irã, em 8 de maio de 2026. Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via Reuters
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  • O Irã ofereceu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, em resposta à proposta dos EUA para encerrar o conflito, mas rejeitou desmantelar suas instalações nucleares.
  • A resposta iraniana, segundo o Wall Street Journal, também prevê enviar o restante do urânio para outro país, desde que haja garantias de que será devolvido se as negociações falharem.
  • Teerã não sinalizou publicamente aceitar o plano de Donald Trump, que prevê passagem pelo Estreito de Hormuz e fim do bloqueio aos portos iranianos em um mês.
  • O jornal aponta que as negociações envolvem fim dos combates e reabertura gradual de Hormuz, mas as posições estão distantes, principalmente sobre o programa nuclear iraniano.
  • O conflito tem impactado o mercado de energia, com alta dos preços e restrições de abastecimento; ainda assim, algumas exportações pela região seguem em funcionamento e houve alertas de respostas militares entre as partes.

O Irã ofereceu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, em resposta à proposta dos EUA para encerrar 10 semanas de conflito. A meta é manter parte de seu programa nuclear, mas sem desmantelar instalações, segundo o Wall Street Journal.

A reportagem cita fontes familiarizadas com a resposta iraniana, apresentada em semanas de negociações ainda distantes de um acordo. Teerã informou que o restante do urânio seria enviado a um país terceiro, com garantias de devolução caso as conversas fracassem.

Não está claro se a oferta será aceita pelos Estados Unidos, que propuseram permitir passagem pelo Estreito de Hormuz e encerrar bloqueios aos portos iranianos em um mês. As divergências sobre o programa nuclear persistem.

Mudanças no cenário de segurança regional

O diário aponta que há várias páginas de resposta, com propostas para o fim de hostilidades e uma reabertura gradual de Hormuz. Ainda assim, o jornal ressalta a distância entre as partes sobre o tema nuclear.

O conflito já provocou mortes na região e impactou os preços de energia. Mesmo com um possível acordo, detalhes sobre o tratamento do programa nuclear iraniano exigirão novas negociações.

Repercussões econômicas e militares

O presidente americano, Donald Trump, reiterou que o Irã pode seguir por um caminho diferente se não houver acordo. Ele mencionou a ampliação de estratégias para proteger navios no Estreito.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ainda há trabalho para reduzir a capacidade nuclear iraniana. A tensão persiste mesmo com o cessar-fogo vigente desde 8 de abril.

Perspectivas de comércio e energia

Um ataque de drone incendiou temporariamente um navio cargueiro perto do Catar, aumentando a incerteza. Em resposta, Emirados Árabes Unidos e Kuwait disseram ter interceptado drones hostis.

Dados de rastreamento indicam que o Catar iniciou exportação de GNL pelo Estreito de Hormuz, em meio às negociações com o Paquistão para ampliar fornecimentos. A Saudi Aramco projetou recuperação gradual do mercado apenas em 2027.

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