- O Irã ofereceu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, em resposta à proposta dos EUA para encerrar o conflito, mas rejeitou desmantelar suas instalações nucleares.
- A resposta iraniana, segundo o Wall Street Journal, também prevê enviar o restante do urânio para outro país, desde que haja garantias de que será devolvido se as negociações falharem.
- Teerã não sinalizou publicamente aceitar o plano de Donald Trump, que prevê passagem pelo Estreito de Hormuz e fim do bloqueio aos portos iranianos em um mês.
- O jornal aponta que as negociações envolvem fim dos combates e reabertura gradual de Hormuz, mas as posições estão distantes, principalmente sobre o programa nuclear iraniano.
- O conflito tem impactado o mercado de energia, com alta dos preços e restrições de abastecimento; ainda assim, algumas exportações pela região seguem em funcionamento e houve alertas de respostas militares entre as partes.
O Irã ofereceu transferir parte de seu urânio altamente enriquecido para um terceiro país, em resposta à proposta dos EUA para encerrar 10 semanas de conflito. A meta é manter parte de seu programa nuclear, mas sem desmantelar instalações, segundo o Wall Street Journal.
A reportagem cita fontes familiarizadas com a resposta iraniana, apresentada em semanas de negociações ainda distantes de um acordo. Teerã informou que o restante do urânio seria enviado a um país terceiro, com garantias de devolução caso as conversas fracassem.
Não está claro se a oferta será aceita pelos Estados Unidos, que propuseram permitir passagem pelo Estreito de Hormuz e encerrar bloqueios aos portos iranianos em um mês. As divergências sobre o programa nuclear persistem.
Mudanças no cenário de segurança regional
O diário aponta que há várias páginas de resposta, com propostas para o fim de hostilidades e uma reabertura gradual de Hormuz. Ainda assim, o jornal ressalta a distância entre as partes sobre o tema nuclear.
O conflito já provocou mortes na região e impactou os preços de energia. Mesmo com um possível acordo, detalhes sobre o tratamento do programa nuclear iraniano exigirão novas negociações.
Repercussões econômicas e militares
O presidente americano, Donald Trump, reiterou que o Irã pode seguir por um caminho diferente se não houver acordo. Ele mencionou a ampliação de estratégias para proteger navios no Estreito.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que ainda há trabalho para reduzir a capacidade nuclear iraniana. A tensão persiste mesmo com o cessar-fogo vigente desde 8 de abril.
Perspectivas de comércio e energia
Um ataque de drone incendiou temporariamente um navio cargueiro perto do Catar, aumentando a incerteza. Em resposta, Emirados Árabes Unidos e Kuwait disseram ter interceptado drones hostis.
Dados de rastreamento indicam que o Catar iniciou exportação de GNL pelo Estreito de Hormuz, em meio às negociações com o Paquistão para ampliar fornecimentos. A Saudi Aramco projetou recuperação gradual do mercado apenas em 2027.
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