- Iván Cepeda, de 63 anos, é o candidato do presidente Gustavo Petro na eleição colombiana, cujo primeiro turno acontece em 31 de maio.
- Cepeda lidera as pesquisas, à frente de Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, ambos opositores de direita.
- Ele é filho de Manuel Cepeda, assassinado em 1994, e já integrou M-19, Polo Democrático Alternativo e, atualmente, compõe o Pacto Histórico.
- A oposição acusa Cepeda de ligações com as Farc; Uribe já o acusou de manter vínculos com o grupo, com o ex-presidente tendo sido condenado, depois revertido, em processo envolvendo manipulação de testemunhas.
- Cepeda afirma que vai processar quem o acuse e que não responde com insultos, defendendo sua honra perante as acusações.
Iván Cepeda, senador colombiano de 63 anos, é o candidato de Gustavo Petro à Presidência. O primeiro turno da eleição ocorre no próximo dia 31. O foco é o apoio que ele recebe do Pacto Histórico, frente ao candidato da direita Abelardo de la Espriella e à senadora Paloma Valencia, do Centro Democrático.
Cepeda construiu trajetória como professor e ativista de direitos humanos, eleito senador por 12 anos. Filho do ex-senador Manuel Cepeda, assassinado em 1994, teve passagem pelo Partido Comunista, pela UP e pelo M-19, além de integrar o Polo Democrático Alternativo, que hoje faz parte do Pacto Histórico.
O escândalo atual envolve acusações da oposição de que Cepeda manteria ligações com as Farc. O principal adversário político, Álvaro Uribe, afirma ter evidências e já denunciou supostas ligações com o grupo. Cepeda nega e promete processar quem o responsabilizar.
Contexto político
Uribe foi condenado, ainda que temporariamente, por manipulação de testemunhas em 2023, em um caso ligado às acusações sobre Cepeda. A pena foi revertida por um tribunal superior, com recurso pendente na Corte Suprema. A disputa envolve acusações mútuas entre direita e esquerda.
Em resposta às acusações, Cepeda ressaltou que conteúdos de computadores atribuídos a Raúl Reyes não foram validados pela Justiça e podem ter sido adulterados. O senador afirmou que não houve comprovação de vínculos com as Farc.
Valencia reiterou as acusações, citando encontros com ex-líderes das Farc, como Jesús Santrich, e criticou a defesa de Cepeda. Ela associou a atuação da esquerda à proteção de dissidências do grupo, lembrando a trajetória eleitoral de Cepeda.
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