Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mafioso afirma que PCC financiava metade da cocaína enviada à Europa

Delator italiano afirma que o PCC financiou 50% da cocaína enviada à Itália, em acordo com a máfia italiana para a distribuição europeia

Vincenzo Pasquino foi preso em João Pessoa, em maio de 2021, e levado à Brasília
0:00
Carregando...
0:00
  • O mafioso italiano Vincenzo Pasquino afirmou que o Primeiro Comando da Capital financiou cinquenta por cento da cocaína enviada à Itália.
  • Em depoimento, ele descreveu encontros em São Paulo para fechar um consórcio entre o PCC e a máfia italiana, envolvendo a ‘Ndrangheta e várias famílias.
  • A droga chegava ao porto de Gioia Tauro, na Calábria, e era vendida principalmente na Sicília e no norte da Itália; o PCC recebia entre cinco mil euros por quilo e o preço de saída na Itália ficava entre vinte e três mil e vinte cinco mil euros.
  • Pasquino afirmou ter organizado a primeira rota em dois mil e dezessete, com veleiros que partiam de Amsterdã, levando ecstasy e retornando com cocaína; também disse ter usado mergulhadores colombianos para esconder a droga sob a quilha de navios.
  • Ele foi preso em maio de dois mil e vinte um no Brasil, extraditado em março de dois mil e vinte quatro, e recebeu uma condenação de dez anos de prisão.

Vincenzo Pasquino, mafioso italiano, afirmou em delação que o PCC (Primeiro Comando da Capital) teria financiado metade da cocaína enviada à Itália. O relato detalha como o acordo entre a facção brasileira e a máfia italiana teria operado no tráfico internacional.

Pasquino foi preso em João Pessoa (PB) em maio de 2021 e encaminhado a Brasília. Em novembro de 2023, iniciou o acordo de colaboração com a Justiça. Ele foi extraditado para o Brasil em março de 2024 para cumprir pena e prestar depoimento.

No depoimento de 17 de maio de 2024, Pasquino descreveu encontros em São Paulo para estruturar o consórcio com famílias italianas da Máfia Calabresa. Segundo ele, a conexão envolvia a ‘Ndrangheta e grupos de Turim, com contatos no Brasil.

Alega ainda que a cocaína sob comando do PCC chegava pelo porto de Gioia Tauro, na Calábria, e era vendida na Itália, principalmente na Sicília e no norte do país. O preço estimado para o PCC na Itália seria de 23 mil a 25 mil euros por quilo, com o custo inicial de 5 mil euros por quilo aos intermediários.

Pasquino afirmou ter se filiado à ‘Ndrangheta em 2011. Em 2017, foi chamado ao Brasil para organizar uma rota com veleiros que saíam de Amsterdã, indo e voltando entre a Europa, com ecstasy e cocaína. Nessa época, ele conduziu a primeira operação de remessa de entorpecentes de Santos (SP) à Itália.

Ele relatou ter sido o pivô de técnicas de ocultação da droga, incluindo esconder a cocaína sob a quilha de embarcações com mergulhadores colombianos. Pasquino foi condenado a 10 anos de prisão no Brasil.

As informações chegam em meio a apurações sobre o tráfico internacional de drogas envolvendo grupos italianos e traficantes brasileiros. A apuração envolve documentos, depoimentos e cruzamento de dados entre autoridades brasileiras e italianas. Fontes: veículos de imprensa que acompanham o caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais