Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Netanyahu diz à TV americana que Israel não previa crise em Ormuz

Netanyahu afirma à CBS que Ormuz não foi previsto no início da guerra contra o Irã e aponta necessidade de novas ações contra o programa nuclear

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Cemitério Militar do Monte Herzl, em Jerusalém, — Foto: Ilia YEFIMOVICH / POOL / AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Netanyahu afirmou à CBS que Israel não previa a dimensão da crise no Estreito de Ormuz no início da guerra contra o Irã e que o impacto estratégico foi compreendido conforme os combates avançaram.
  • O premiê disse que a guerra ainda não acabou e sinalizou novas ações contra o programa nuclear iraniano, instalações de enriquecimento de urânio e aliados regionais de Teerã.
  • Sobre a reportagem do The New York Times, ele disse que o problema de Ormuz foi entendido durante a guerra e reconheceu que houve limitações nas análises prévias.
  • Netanyahu afirmou que, mesmo com acordo entre EUA e Irã, o conflito pode continuar em outras frentes, incluindo o combate ao Hezbollah no Líbano, e citou que o Irã busca condicionar cessar-fogo ao fim das operações contra o grupo.
  • O premiê mencionou que Israel e Estados Unidos avaliam maneiras de neutralizar o programa nuclear iraniano e destacou que há maior interesse de governos árabes em aprofundar alianças estratégicas com Israel.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em entrevista à CBS que o Estreito de Ormuz não fazia parte da previsão inicial da guerra contra o Irã. Segundo ele, o impacto estratégico da região ficou claro conforme os combates avançaram. A entrevista ocorreu em pleno 11º semana do conflito.

Netanyahu explicou que o conflito se expandiu de forma gradual, com avaliações incompletas no início das hostilidades. Em relação ao programa nuclear iraniano, o premiê disse que novas ações podem ser necessárias para enfrentar o enriquecimento de urânio, instalações nucleares e grupos aliados de Teerã na região.

O premiê também comentou sobre a reportagem do The New York Times, que indicava mudanças no entendimento de assessores israelenses sobre a capacidade do Irã de bloquear Ormuz. Ele reconheceu que houve atraso na percepção dos riscos e que previsões perfeitas não existiam.

Sobre eventuais operações para remover material nuclear, Netanyahu mencionou a possibilidade de ações diretas e citou apoio do presidente americano. Não detalhou como poderia ocorrer nem se envolveria forças conjuntas, mas afirmou que Washington demonstrou disposição para agir.

A conversa abordou ainda a continuidade do conflito em outras frentes, mesmo diante de possíveis acordos. Em especial, o premiê sinalizou que Israel deve manter a pressão contra o Hezbollah no Líbano, independentemente de tratativas com Teerã.

Quanto à relação com países árabes, Netanyahu afirmou que há maior interesse em alianças estratégicas com Israel após o episódio. Segundo ele, negociações incluem áreas como energia, inteligência artificial e tecnologia.

O líder destacou que a guerra de propaganda teve falhas e acusou alguns países de pressionar plataformas digitais para prejudicar a imagem de Israel. Em paralelo, reconheceu que o objetivo de desarmar o Hamas ainda não foi alcançado.

Contexto

  • Ormuz é rota estratégica para petróleo e gás, e a escalada entre Israel, EUA e Irã elevou a cautela dos mercados e tensions no Golfo.
  • Washington mantém a assistência militar anual a Israel, estimada em cerca de 3,8 bilhões de dólares.
  • O conflito envolve várias frentes, com impactos diplomáticos e regionais que vão além do combate direto com o Irã.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais