- Netanyahu afirmou à CBS que Israel não previa a dimensão da crise no Estreito de Ormuz no início da guerra contra o Irã e que o impacto estratégico foi compreendido conforme os combates avançaram.
- O premiê disse que a guerra ainda não acabou e sinalizou novas ações contra o programa nuclear iraniano, instalações de enriquecimento de urânio e aliados regionais de Teerã.
- Sobre a reportagem do The New York Times, ele disse que o problema de Ormuz foi entendido durante a guerra e reconheceu que houve limitações nas análises prévias.
- Netanyahu afirmou que, mesmo com acordo entre EUA e Irã, o conflito pode continuar em outras frentes, incluindo o combate ao Hezbollah no Líbano, e citou que o Irã busca condicionar cessar-fogo ao fim das operações contra o grupo.
- O premiê mencionou que Israel e Estados Unidos avaliam maneiras de neutralizar o programa nuclear iraniano e destacou que há maior interesse de governos árabes em aprofundar alianças estratégicas com Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em entrevista à CBS que o Estreito de Ormuz não fazia parte da previsão inicial da guerra contra o Irã. Segundo ele, o impacto estratégico da região ficou claro conforme os combates avançaram. A entrevista ocorreu em pleno 11º semana do conflito.
Netanyahu explicou que o conflito se expandiu de forma gradual, com avaliações incompletas no início das hostilidades. Em relação ao programa nuclear iraniano, o premiê disse que novas ações podem ser necessárias para enfrentar o enriquecimento de urânio, instalações nucleares e grupos aliados de Teerã na região.
O premiê também comentou sobre a reportagem do The New York Times, que indicava mudanças no entendimento de assessores israelenses sobre a capacidade do Irã de bloquear Ormuz. Ele reconheceu que houve atraso na percepção dos riscos e que previsões perfeitas não existiam.
Sobre eventuais operações para remover material nuclear, Netanyahu mencionou a possibilidade de ações diretas e citou apoio do presidente americano. Não detalhou como poderia ocorrer nem se envolveria forças conjuntas, mas afirmou que Washington demonstrou disposição para agir.
A conversa abordou ainda a continuidade do conflito em outras frentes, mesmo diante de possíveis acordos. Em especial, o premiê sinalizou que Israel deve manter a pressão contra o Hezbollah no Líbano, independentemente de tratativas com Teerã.
Quanto à relação com países árabes, Netanyahu afirmou que há maior interesse em alianças estratégicas com Israel após o episódio. Segundo ele, negociações incluem áreas como energia, inteligência artificial e tecnologia.
O líder destacou que a guerra de propaganda teve falhas e acusou alguns países de pressionar plataformas digitais para prejudicar a imagem de Israel. Em paralelo, reconheceu que o objetivo de desarmar o Hamas ainda não foi alcançado.
Contexto
- Ormuz é rota estratégica para petróleo e gás, e a escalada entre Israel, EUA e Irã elevou a cautela dos mercados e tensions no Golfo.
- Washington mantém a assistência militar anual a Israel, estimada em cerca de 3,8 bilhões de dólares.
- O conflito envolve várias frentes, com impactos diplomáticos e regionais que vão além do combate direto com o Irã.
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