- Narges Mohammadi foi transferida da prisão para o Hospital Tehran Pars para receber tratamento com a equipe médica de sua confiança, devido ao agravamento de sua saúde.
- Autoridades iranianas concederam “suspensão de sentença mediante fiança pesada”, segundo a Fundação Narges Mohammadi.
- Mohammadi, 54 anos, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2023 por seu ativismo em defesa dos direitos humanos e contra a opressão das mulheres no Irã; recentemente sofreu dois supostos infartos e perdeu cerca de 20 kg.
- Ela estava há 10 dias hospitalizada em Zanjan, onde cumpria a pena; havia sido libertada temporariamente em dezembro de 2024 por motivos médicos.
- A fundação pediu cuidado permanente e especializado, além da liberdade incondicional, argumentando que não deve retornar à prisão com 18 anos de pena ainda vigentes.
Iranian human rights campaigner Narges Mohammadi foi transferida da prisão para um hospital em Teerã, com a saúde agravada, segundo a Fundação Narges Mohammadi.
Através da família, autoridades iranianas concederam a Mohammadi uma suspensão de sentença mediante fiança pesada. A informação foi divulgada no fim de semana.
Mohammadi, 54 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2023 por sua atuação em defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos no Irã. A transferência ocorreu após pedidos da família para deixá-la sair da prisão.
Mohammadi estava internada 10 dias em Zanjan, no norte do país, onde cumpria a pena. A família afirmou que ela precisa de tratamento com sua equipe médica, longe das prisões, para evitar piora.
O marido, residente em Paris, disse que o estado de saúde da esposa não é estável e que ela enfrenta condições gerais desfavoráveis. O advogado informou que Mohammadi perdeu cerca de 20 kg e tem dificuldade de fala.
Mohammadi já foi presa em dezembro por supostos desdobramentos de “atuar contra o estado”, acusações que ela nega. Em dezembro de 2024, recebeu liberdade temporária por motivos médicos.
Histórico e desdobramentos
Antes da transferência, Mohammadi foi condenada em fevereiro por novos crimes, conforme a defesa, incluindo reunião e conspiração e atividades de propaganda. A família afirma que a ativista não recebeu tratamento adequado na prisão.
A Fundação afirma que a suspensão não basta e pede tratamento permanente e especializado, para evitar a volta à prisão e enfrentar 18 anos remanescentes da pena. A defesa enfatiza a busca por liberdade plena e a retirada de todas as acusações.
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