- Desembarque de passageiros do cruzeiro atingido por hantavírus começou neste domingo e deve seguir até segunda-feira, com evacuação para os países de origem sob supervisão de autoridades de saúde.
- A Organização Mundial da Saúde recomenda quarentena de 42 dias para os passageiros não contaminados.
- Estavam a bordo 147 pessoas (88 passageiros e 59 tripulantes) de 23 nacionalidades; autoridades rastreiam contatos de pessoas que passaram pelo navio e por voos relacionados.
- Três mortes foram associadas ao surto; até o momento há 6 casos confirmados de hantavírus, com outros em investigação.
- Passageiros sem sintomas foram levados ao aeroporto de Tenerife em ônibus militares para embarque em voos para seus países; autoridades monitoram contatos e casos em várias nações.
O surto de hantavírus em um cruzeiro levou à evacuação dos passageiros. A operação ocorre sob supervisão de autoridades de saúde globais e deve se encerrar na segunda-feira (11). Três mortes já foram relacionadas ao grupo de doenças.
Neste domingo (10), passageiros e tripulantes desembarcaram para serem encaminhados aos seus países de origem, sem contato com o público, conforme orientação de autoridades de saúde. Os que não apresentaram sintomas seguirão para seus destinos sob quarentena.
A Organização Mundial da Saúde recomenda uma quarentena de 42 dias para os passageiros do navio. A evacuação envolve voos dos governos de origem, com partidas a partir das 8h30 no horário de Brasília, e inclui países como Espanha, França, Canadá, Holanda, Reino Unido, Turquia, Irlanda, e Estados Unidos.
Detalhes do navio e do surto
O MV Hondius partiu da costa de Cabo Verde com destino à Espanha após pedidos da OMS e da UE para retirar passageiros após a detecção do hantavírus. No total, 147 pessoas estavam a bordo, entre 88 passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades.
Rastreamento e casos
A OMS aponta seis casos confirmados até o sábado (9), com outros recebendo classificação de suspeito. Dois cidadãos britânicos têm casos confirmados; há um caso suspeito de britânico desembarcado na ilha de Tristão da Cunha.
Mortes associadas
Duas mortes ocorreram no primeiro grupo de casos, incluindo um homem holandês de 70 anos e sua esposa, que também apresentou deterioração clínica e morreu após desembarque. A terceira vítima, mulher alemã, apresentou febre e pneumonia e morreu a bordo ou logo após. O laboratório confirmou hantavírus em pelo menos uma das mortes.
Exposição e rastreamento
Antes da evacuação, autoridades rastreavam 82 passageiros e 6 tripulantes de um voo da Airlink de Santa Helena para Joanesburgo, envolvendo uma passageira holandesa. A KLM informou que autoridades neerlandesas contataram outros passageiros em voo subsequente em Joanesburgo.
Monitoramento internacional
Grupos de saúde britânicos, suíços e americanos continuam rastreando contatos de viajantes que passaram pelo navio. Em alguns estados dos EUA, autoridades de saúde monitoram residentes que voltaram da viagem; medidas semelhantes ocorrem na Geórgia, Arizona e outras regiões.
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