- A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chegou a Haia para representar o país na Corte Internacional de Justiça, na disputa com a Guiana pela região de Essequibo.
- Rodríguez afirmou, em entrevista à TV estatal, que a Venezuela tem o direito sobre o território.
- A questão envolve a validade da sentença arbitral de 1899 que definiu a fronteira entre a Venezuela e a então Guiana Britânica.
- A área é conhecida por reservas de petróleo, com a Exxon Mobil feito grandes descobertas offshore na faixa que Caracas reivindica como extensão de Essequibo.
- A Marinha venezuelana já patrulha a região, em ações vistas como pressão sobre navios de pesquisa de petroleiras dos Estados Unidos.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chegou a Haia para representar o país na Corte Internacional de Justiça. O foco é a disputa territorial com a Guiana sobre a região de Essequibo, rica em recursos naturais. A audiência vai avaliar a validade da sentença arbitral de 1899 que delimita fronteiras entre as duas nações.
Rodríguez disse, à TV estatal, que a Venezuela tem direito sobre o território disputado. A visita marca a primeira viagem internacional da dirigente desde a captura do antecessor, Nicolás Maduro, por forças norte‑americanas no início deste ano. O objetivo é defender a posição venezuelana perante o tribunal.
A controvérsia tem raízes no legado colonial britânico. A Guiana sustenta a validade da delimitação de 1899, enquanto a Venezuela reivindica a região oeste. O caso envolve também interesses energéticos na região, com grandes operações de petróleo offshore associadas a áreas consideradas pela Venezuela como extensão de seu território.
Nos últimos anos, a Exxon Mobil anunciou grandes descobertas na área marítima ao redor de Essequibo. Caracas classifica parte dessas áreas como extensão de sua reivindicação. A Marinha venezuelana já patrulha a área, em ações vistas como sinal de pressão sobre navios de pesquisa vinculados a petroleiras dos EUA.
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