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Brasil atinge metade da cota de carne para a China e pode ter tarifa de 55%

Brasil atinge metade da cota de carne para a China com tarifa reduzida de 12%; risco de 55% a partir de 1,1 milhão de toneladas, impactando as exportações

Carne Bovina | Reprodução
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  • Brasil atingiu metade da cota anual de exportação de carne bovina para a China com tariffa reduzida de 12% e aguarda próximos embarques.
  • Quando os embarques ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas, a tarifa sobe para 55%, potencialmente nas próximas semanas.
  • A medida faz parte da política chinesa anunciada no fim de 2025 para limitar importações e proteger a pecuária local; entrou em vigor em 1º de janeiro.
  • Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, sendo 1,7 milhão destinadas à China, principal destino do setor.
  • Frigoríficos podem interromper a produção voltada ao mercado chinês já em junho; Japão é visto como alternativa, e a Coreia do Sul não deve abrir em 2026, conforme perspectiva do setor.

O Brasil atingiu metade da cota anual de exportação de carne bovina para a China com tarifa reduzida de 12%. A informação foi divulgada pelo governo chinês no sábado (9). A regra prevê que, quando os embarques ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas, a carne passa a ser taxada em 55%. A medida integra a política chinesa de 2025 para limitar importações e proteger a pecuária local.

A nova regra entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano. A China continua sendo o principal destino da carne brasileira, e o Brasil é o maior fornecedor mundial do produto ao país asiático. Observa-se aceleramento dos embarques para evitar a tributação maior, segundo o setor.

Panorama da exportação brasileira

No dia 5, Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, estimou que a medida pode reduzir em cerca de 10% as exportações de carne bovina em 2026 ante 2025. Acompanharam a avaliação dados da ABIEC, que indicam 3,5 milhões de toneladas exportadas em 2025, das quais 1,7 milhão tiveram a China como destino.

Frigoríficos podem interromper a produção voltada ao mercado chinês já em junho, ante a perda de competitividade provocada pela tarifa, segundo Perosa. A indústria espera ampliar o consumo interno e buscar novos destinos para compensar o volume que deixará de ser exportado.

Novos mercados e impactos no mercado interno

A Abiec já apontava, no início do ano, a busca por mercados alternativos como Coreia do Sul e Japão para reduzir dependência da China. A abertura da Coreia não deve ocorrer em 2026, segundo o executivo, enquanto o Japão é considerado uma alternativa relevante.

Analistas apontam que a maior oferta interna pode frear altas de preços da carne bovina no Brasil, com frigoríficos redirecionando parte da produção. No entanto, a dependência da China expõe o setor a mudanças na política comercial chinesa, trazendo incertezas sobre o futuro das exportações brasileiras.

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