- David Malpass, ex-presidente do Banco Mundial, disse à BBC que a China deveria parar de acumular alimentos e fertilizantes para aliviar a crise global de suprimentos causada pela guerra no Irã.
- Ele afirmou que a China tem o maior estoque mundial de alimentos e fertilizantes e pode deixar de aumentar esses estoques; a China interrompeu exportações de fertilizantes desde março para proteger o abastecimento interno.
- Malpass questionou a credibilidade de a China se apresentar como país em desenvolvimento, destacando que é a segunda maior economia e, em muitos aspectos, já é rica.
- O comentário ocorre em meio a esforços globais para garantir fertilizantes antes da semeadura da primavera, com o estreito de Hormuz bloqueado prejudicando envios.
- Sobre a economia dos Estados Unidos, Malpass afirmou que os preços devem subir em várias áreas, mas dados de emprego robustos indicam resiliência, e ele acompanha a inflação que será divulgada.
A former World Bank presidentem afirmou à BBC que a China deveria interromper o acúmulo de alimentos e fertilizantes para aliviar a crise global de oferta provocada pela tensão com o Irã. David Malpass, que também atuou como Subsecretário de Assuntos Internacionais do Tesouro dos EUA, comunicou-se ao World Service, no dia anterior à cúpula Trump-Xi em Pequim.
Malpass afirmou que a China detém o maior estoque mundial de alimentos e fertilizantes e pode reduzir suas reservas. As declarações ocorrem em meio à corrida global por fertilizantes antes da safra, com o estreito de Ormuz fechado impactando envios. A China interrompeu exportações de fertilizantes desde março, alegando necessidade de proteger seus estoques internos.
O ex-presidente do Banco Mundial, que comandou a instituição de 2019 a 2023, questionou a credibilidade de a China se apresentar como país em desenvolvimento, apesar de ser a segunda maior economia mundial. Ele disse que essa proteção deve ser reavaliada no WTO e no Banco Mundial.
A BBC informou ter procurado a embaixada chinesa em Washington para comentário. A agência citou a diplomacia como parte da cobertura sobre as falas de Malpass.
Sobre o acordo de cessar-fogo no Irã, que o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, classificou como apoiado por uma “vida útil massiva”, Malpass sugeriu que o mundo deve se unir aos Estados Unidos para exigir uma resolução. A opinião dele é de que não se pode tolerar um estado que possua plutônio nem bloquear o estreito.
Malpass também disse acreditar que a China poderia ajudar a desbloquear o impasse no estreito de Ormuz, ressaltando que a China se beneficia do livre movimento de navios e do comércio global. Segundo ele, quem gerencia linhas de transporte e contêineres tem grande interesse econômico nisso.
Quanto ao cenário econômico americano, antes da divulgação dos dados de inflação de abril, Malpass declarou que os preços devem subir em vários produtos, mas destacou dados de mercado de trabalho robustos como sinal de resiliência da economia.
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