- A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que Putin está numa posição mais frágil do que nunca, citando desgaste após declarações sobre o fim da guerra.
- Ela apontou descontentamento crescente da população russa, alimentado por bloqueios de internet, recessão econômica e falta de perspectivas para o conflito que começou em fevereiro de 2022.
- Ainda não houve sinal de disposição de Moscou para negociar, diante das reivindicações maximalistas da Rússia.
- A Rússia exige que a Ucrânia cessegato 20% do território, inclua Luhansk e Donetsk, afaste a pretensão de adesão à Otan e desmilitarize; Zelensky defende um forte exército e soberania.
- A vice-presidente da Comissão Europeia destacou progressos da Ucrânia em reformas e disse que as tratativas para sua adesão devem avançar antes do verão, ressaltando que a entrada na UE é um investimento na segurança europeia.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou nesta segunda-feira, 11, que Vladimir Putin está em posição mais frágil do que nunca. A fala ocorreu após a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. Segundo ela, declarações recentes indicam desgaste do líder russo diante da guerra na Ucrânia que se arrasta desde fevereiro de 2022.
Kallas apontou que o descontentamento interno cresce ante bloqueios, queda econômica e a falta de perspectivas de resolução do conflito. Ela ressaltou, porém, que ainda não houve ponto de convergência para negociações, citando as reivindicações maximalistas de Moscou como entrave.
A vice-presidente da Comissão Europeia comentou ainda a adesão da Ucrânia ao bloco. Ela reconheceu avanços nas reformas, embora sob resistência de cenário difícil, e informou que as negociações devem ganhar ritmo em breve, com expectativa de abrir todos os polos de negociação antes do verão europeu.
Possível avanço para a adesão da Ucrânia
A representante europeia afirmou que o impulso atual deve ser aproveitado para pavimentar o caminho da Ucrânia rumo à UE. A expectativa é iniciar as tratativas ainda neste semestre, segundo a leitura feita pela comissária. A UE vê a entrada da Ucrânia como fundamental para a segurança europeia, segundo suas palavras.
A fim de manter a coesão entre os Estados-membros, a comissária destacou que o processo não é caridade, mas investimento estratégico da UE. Ao mencionar Putin, reforçou que o futuro europeu da Ucrânia possui prioridade sobre a destruição promovida pela Rússia.
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