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EUA mantêm conversas restritas para abrir novas bases na Groenlândia

EUA avançam em negociações com Dinamarca para abrir três novas bases no sul da Groenlândia, com possível designação de território soberano, voltadas ao GIUK Gap

Vice-President JD Vance toured the US military's only base on the territory earlier this year
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  • EUA mantêm negociações regulares com a Dinamarca para ampliar a presença militar em Groenlândia, com foco em três novas bases no sul.
  • As bases poderiam ser formalmente designadas como território soberano dos EUA, com localização prevista em Narsarsuaq.
  • Projeto visa monitorar atividades marítimas russas e chinesas no GIUK Gap, área entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido.
  • As conversas, desde janeiro, são conduzidas por Michael Needham; o ambiente é reservado e envolve também o embaixador dinamarquês em Washington.
  • A Groenlândia já abriga a base Pituffik Space Base; Dinamarca sinalizou disposição para discutir novas bases, apesar das mencionar crises geradas por declarações de Donald Trump.

O governo dos EUA mantém negociações regulares com Dinamarca para ampliar a presença militar em Groenlândia, segundo relatos de várias autoridades a par das discussões. As tratativas têm avançado nos últimos meses, com foco em ampliar a capacidade de vigilância na região norte do Atlântico.

Os EUA pleiteiam abrir três novas bases no sul da Groenlândia, território autônomo ligado a Dinamarca. A ideia envolve manter as bases sob domínio dos EUA, em uma possível designação de território soberano, ainda sem confirmação formal.

As conversas não fecharam acordos e o número final de bases pode mudar. Uma das localizações potenciais seria em Narsarsuaq, no antigo sítio de uma base norte-americana com um pequeno aeroporto.

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As bases pretendidas ficariam em áreas com infraestrutura existente, como aeroportos ou portos, para reduzir custos de construção. O objetivo é monitorar atividades marítimas de potências como Rússia e China, na região GIUK Gap, entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido.

O esforço diplomático é conduzido por Michael Needham, oficial Sede de Relações Exteriores, para equilibrar interesses dos EUA com as linhas vermelhas dinamarquesas sobre fronteiras. Needham costuma trabalhar com um grupo restrito de autoridades em Washington.

Entre os contatos, aparecem o embaixador dinamarquês nos EUA, Jesper Møller Sørensen, e o principal diplomata da Groenlândia em Washington, Jacob Isbosethsen. O enviado especial dos EUA para Groenlândia, Jeff Landry, tem participação restrita nas negociações.

Politicamente, não houve menção pública a qualquer operação para tomar Groenlândia. Dinamarca e a Otan reiteram a importância da soberania dinamarquesa sobre o território e de que decisões desse tipo exigem aprovação local.

O contexto recente envolve a ameaça de ex-presidente Donald Trump de usar força para “possuir” Groenlândia, o que gerou crise diplomática. As negociações, porém, seguem em ritmo discreto, sem exposição midiática constante.

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